
Fui a uma entrevista de emprego ontem. Demorei dois dias para decidir que roupa usar. Optei por um jeans de qualidade, uma camisa de botão de tecido fino, sapato de salto e brincos de argola (não sei por que, mas acho que brinco de argola passa credibilidade), e currículo debaixo do braço.
Chego ao local adiantada e tentando disfarçar meu nervosismo. Depois de esperar duas eternidades entrei na sala do futuro chefe. Detesto essas situações em que tenho que fingir o que não sou, calculo meus movimentos para parecer menos desajeitada, me esforço para ser mais educada do que realmente sou, tento mostrar que estou interessada no emprego sem ter certeza disso.
Sempre fui muito sincera. A verdade é um maldito hábito que cultivo.
O futuro chefe têm cabelos brancos e ralos, baixinho e com óculos grandes de aro redondo, parecia ingênuo e despretensioso, mesmo sentado atrás da imponente mesa de cerejeira. Simpatizei com ele.
Então começa a tortura, e eu sentada á sua frente tentando dizer a coisa certa (ressalto que nunca fui boa nisso).
Em certo momento o Sr. futuro chefe sai de trás da bancada com meu humilde currículo nas mãos e senta na quina da mesa, bem na minha frente. Nesse exato minuto o tempo parou. A sala congelou e o pingo de suor que descia na minha têmpora estacionou. Eu estava de cara com os ‘bagos’ do meu futuro chefe. Eles saltaram e se encaixaram perfeitamente ao lado esquerdo pelo canto da costura da calça, por cima da perna no momento exato em que ele sentou. Bem na altura dos meus olhos! Como não olhar? Estavam lá olhando pra mim, e eu pra eles.
E meu maldito senso de humor gritava na minha cabeça ‘Que velho bagudo!’ E eu lá firme! Impacível! Gelada, tentando parecer fina. E o chefe falando coisas que eu sei que devia ter prestado atenção. Como não rir?
É impressionante quando a gente acha que já passou por tudo na vida sempre aparece uma coisa pior.
Chego ao local adiantada e tentando disfarçar meu nervosismo. Depois de esperar duas eternidades entrei na sala do futuro chefe. Detesto essas situações em que tenho que fingir o que não sou, calculo meus movimentos para parecer menos desajeitada, me esforço para ser mais educada do que realmente sou, tento mostrar que estou interessada no emprego sem ter certeza disso.
Sempre fui muito sincera. A verdade é um maldito hábito que cultivo.
O futuro chefe têm cabelos brancos e ralos, baixinho e com óculos grandes de aro redondo, parecia ingênuo e despretensioso, mesmo sentado atrás da imponente mesa de cerejeira. Simpatizei com ele.
Então começa a tortura, e eu sentada á sua frente tentando dizer a coisa certa (ressalto que nunca fui boa nisso).
Em certo momento o Sr. futuro chefe sai de trás da bancada com meu humilde currículo nas mãos e senta na quina da mesa, bem na minha frente. Nesse exato minuto o tempo parou. A sala congelou e o pingo de suor que descia na minha têmpora estacionou. Eu estava de cara com os ‘bagos’ do meu futuro chefe. Eles saltaram e se encaixaram perfeitamente ao lado esquerdo pelo canto da costura da calça, por cima da perna no momento exato em que ele sentou. Bem na altura dos meus olhos! Como não olhar? Estavam lá olhando pra mim, e eu pra eles.
E meu maldito senso de humor gritava na minha cabeça ‘Que velho bagudo!’ E eu lá firme! Impacível! Gelada, tentando parecer fina. E o chefe falando coisas que eu sei que devia ter prestado atenção. Como não rir?
É impressionante quando a gente acha que já passou por tudo na vida sempre aparece uma coisa pior.



