5.27.2009

Nesta baiuca não reinará mais o silêncio e o vazio.

Não escrevo há semanas, no começo por opção, mas depois por imposição do tempo – ou a falta dele-. Mas agora torno medida de honra escrever esse final de semana. Irei escrever para mim e por mim, como sempre fiz!
Nem que eu use como assunto a última cistite que tive! Ou disserte sobre minha última bolha no pé. Nem que tenha que fantasiar um acontecimento, como muitas vezes fiz!
Deixo aqui marcado um pacto com meu fedido blog que desse final de semana minha afasia não passa!!!

Claude Cahun


Ela raspou a cabeça;
Fazia peças que desconstruía a imagem das princesas dos contos de fadas;
Era amiga de artistas surrealistas;
Fazia trabalhos fotográficos que questionavam o estatuto do machismo;
Lutou na resistência contra o nazismo;
Executou trabalhos revolucionários em fotografia;
Foi presa e torturada;
Era homossexual assumida;
E isso tudo entre 1894 e 1954;

Essas informações são para nós mulheres - privadas do domínio sobre nós mesmas - lembrarmos quando formos ao salão e sairmos indignadas, nos sentindo castradas, porque o viadinho do cabeleireiro cortou um dedo a mais do cabelo do que gostaríamos.



5.06.2009

Sem poesia!

Ando nada poética por esses tempos, acho que é reflexo da falta de poesia no meu cotidiano. Não por culpa minha, ou por culpa dos acontecimentos em si, acho que são as pessoas que andam pouco criativas em suas atitudes. Tem havido uma sucessão maçante de atitudes previsíveis e desinteressantes. As pessoas continuam com as mesmas inseguranças de sempre, as mesmas mentiras de sempre, as mesmas tolices de sempre, os mesmos delírios de sempre. Por que a gente não tenta, nem que seja por um segundo, sair do padrão e surpreender? O comum é se aborrecer? Então vamos ignorar. O padrão é ignorar? Então vamos nos aborrecer!
Estou na expectativa de ser surpreendida.
Deixem de ser chatos!

Bajofondo



Minha descoberta musical de 2009. Não consigo sair na rua sem estar ouvindo de fundo essa batida, ela vai ritmando meus passos e vou vendo o mundo como um clipe de tango eletrônico. Vou andando e transformando as pessoas a minha volta em personagens dessa história: amores, desamores e figurantes. Como se todos fossem cúmplices do meu prazer auditivo pessoal. Puro egoísmo sonoro.