4.24.2007

tipos de mulheres

Deparei-me essa semana com mais um caso de submissão feminina que me assustou. Até que ponto uma mulher pode chegar para corresponder às expectativas alheias? Mesmo sabendo que seu namorado não é bom pra você, sabendo que ele vai te trair de novo, que ele não te respeita, você seria capaz de ficar com ele por medo de envelhecer sozinha? Medo de nunca ser mãe? Medo de nunca achar o príncipe encantado? Essas mulheres desesperadas se casam com o sapo!! O que faz uma mulher se diminuir a uma vaca procriadora? Por que a nossas vidas não tem sentido se nunca formos mães? Como que elas não percebem que estão sendo empurradas por uma cultura católica. Elas não percebem que guardam sua “pura” virgindade e tem obrigação de engravidar, por imposição de um padrão religioso tão antigo. Não consigo compreender essas mulheres sem voz, elas vivem na surdina, abaixando a cabeça pra tudo, mulheres que tem potencial, mas que são inibidas, desestimuladas, para cumprirem metas traçadas a 2 milênios atrás, meta essa que não cabe na nossa realidade, não condiz com as vontades e cobranças do nosso tempo.
Existe um outro tipo de mulher, que também não me agrada, elas praticam sexo casual, se dizem independentes, bem resolvidas, mas eu sei que não passa de fachada, tudo que essas pobres mulheres querem é contato físico, elas não sabem viver sem sentir o outro, tem tanta necessidade disso, que ignoram os interesses da outra parte, se tornam felizes apenas pelo fato de saberem que existem pessoas que querem “sentir “elas. Pobres mulheres que se entregam por nada, e recebem nada, e se sentem satisfeitas com isso.
Pra mim o sexo bom é aquele não se limita apenas à penetração, é aquele onde sua intenção não é só fuder com a outra pessoa, é senti-la, toca-la, se unir a ela. A penetração é pouco! Você tem que está consciente da outra pessoa, e a proximidade que só o sexo trás, quando você está transando, você não só penetra um aparte do corpo da pessoa, você penetra a pessoa. Pra mim é isso!! O maior gesto de união que pode haver, você está dentro da pessoa e a pessoa está em você.
Por isso não me conformo nem com as mulheres que aceitam transar o resto da vida com quem não as respeitam, nem as que se entregam de qualquer forma, em busca de uma intimidade que não foi merecida.

4.23.2007

Amelie Poulan sedutora.

É impressionante como nossos gostos, nossas escolhas falam sobre nós. É fácil dizer sobre uma pessoa só observando seus atos, a sutileza de cada gesto, a escolha de um olhar.
Depois de entrar em contato com uma série de sutilezas cotidianas, chego à definitiva opinião de que o delicado é mais brutal que o rude. Após tomar uma overdose de metáforas bem construídas observo o poder dos pequenos gestos, não digo capazes de mudar o mundo, mas capazes de tocar fundo, e dar aquela sensação que não se sabe de onde vem, nem por quê vem?!
Emociona.
Nosso cotidiano é cercado de momentos que passam despercebidos, padrões de comportamentos que assumimos sem perceber, e que obviamente nos levam a respostas em padrão também. Se pararmos para pensar e observar, talvez possamos achar a cura. Talvez a cura esteja nos nossos próprios atos.
Talvez o medo de ser feliz nos empeça de arriscar, de dar aquele passo decisivo. É mas fácil ser um perdedor. Se lamentar.
É impressionante como um gesto seu por mais simples que seja acaba influenciando a vida de pessoas que você nem conhece, trazendo coisas boas ou não. A vida é uma teia de acontecimentos. O importante é invisível aos olhos.
Por isso, não deixe de curtir os pequenos prazeres da vida, mas não abra mão dos grandes. Não ofenda ninguém. Chore. Escute. E preste atenção no barulho da chuva.

[Texto escrito após assistir o filme: “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain” e “O Livro de Cabeceira".]