4.23.2007

Amelie Poulan sedutora.

É impressionante como nossos gostos, nossas escolhas falam sobre nós. É fácil dizer sobre uma pessoa só observando seus atos, a sutileza de cada gesto, a escolha de um olhar.
Depois de entrar em contato com uma série de sutilezas cotidianas, chego à definitiva opinião de que o delicado é mais brutal que o rude. Após tomar uma overdose de metáforas bem construídas observo o poder dos pequenos gestos, não digo capazes de mudar o mundo, mas capazes de tocar fundo, e dar aquela sensação que não se sabe de onde vem, nem por quê vem?!
Emociona.
Nosso cotidiano é cercado de momentos que passam despercebidos, padrões de comportamentos que assumimos sem perceber, e que obviamente nos levam a respostas em padrão também. Se pararmos para pensar e observar, talvez possamos achar a cura. Talvez a cura esteja nos nossos próprios atos.
Talvez o medo de ser feliz nos empeça de arriscar, de dar aquele passo decisivo. É mas fácil ser um perdedor. Se lamentar.
É impressionante como um gesto seu por mais simples que seja acaba influenciando a vida de pessoas que você nem conhece, trazendo coisas boas ou não. A vida é uma teia de acontecimentos. O importante é invisível aos olhos.
Por isso, não deixe de curtir os pequenos prazeres da vida, mas não abra mão dos grandes. Não ofenda ninguém. Chore. Escute. E preste atenção no barulho da chuva.

[Texto escrito após assistir o filme: “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain” e “O Livro de Cabeceira".]

No comments: