8.25.2009

Obrigada

Poucas vezes na vida se tem noção da felicidade que se sente no momento em que acontece, sempre somos enganados pelo tempo, e só tomamos dimensão da felicidade ou tristeza em comparação com o que aconteceu após. È o famoso “eu era feliz e não sabia”. Vivo o oposto diametral dessa sentença, estou muito feliz e tenho plena consciência disso. E tenho certeza disso não pelo o que pode acontecer, mas por tudo que vivi. Os acontecimentos tristes que ocorreram em minha vida nos últimos meses me empurraram para o que tenho agora e estou agradecida por cada sensação de tristeza, por cada raiva e por cada erro que cometi, porque se não fossem eles eu não entenderia que esse aqui é meu paraíso. Eu encontrei meu paraíso sartreano na Terra, e não consigo tirar o sorriso bobo da cara.

Roupa íntima masculina


O tipo de cueca que o indivíduo usa é de extrema importância para se obter um conceito acertado quanto a sua personalidade. Sempre reparei essa peça dos meus companheiros sexuais, e censurava descaradamente quando via algo que não aprovava. Como por exemplo, aquele tipo de cueca “do vovô”, aquela de elástico bambo que por conseqüência da gravidade acaba por deixar meio saco da criatura pra fora, a pessoa fica então de cuecas e com um testículo a mostra, ali na sua cara, tomando um ar. È uma coisa pavorosa. Esse tipo de homem é aquele que já desencanou. Aquele que vai a padaria comprar pão de calça de moletom, meia e chinelo de dedo. E você vai preferir morrer a admitir que algum dia trocou algo mais que um “oi” com ele.

Tem o tipo de cueca "gogo-boy". Aquela pequenininha, que você tem parar para identificar se é uma cueca ou uma calcinha, ai você pensa com uma pontinha de vergonha “Eu tenho calcinhas maiores do que a cueca desse cara”. Esse é o tipo exibicionista, ele pode até não admitir, mas o que ele gosta mesmo se mostrar e ser admirado.

Tem também aquelas tipo "pano de chão". Elas são sujas, ou meio encardidas, ou com cor indefinida de tão velhas e desbotadas. É revoltante quando você se depara com uma dessas, ai você pensa que gastou metade do seu salário para comprar uma lingerie de marca para agradar enquanto esse infeliz amarra um pano de chão na cintura e acha que está tudo bem. Esse tipo é desligado, e com certeza ainda vive de baixo da asa da mamãe que é a responsável pela roupa íntima do marmanjo.

E tem finalmente as boxer que são as mais bonitas e que modelam melhor o corpo, mas infelizmente os homens ainda não descobriram suas vantagens. Quem sabe um dia eles entendam que agradar uma mulher não é nada difícil.

Tolices, pessoas e Catarina.

O comportamento das pessoas sempre me causou curiosidade e em alguns casos risos. Ainda não compreendi o limite que pode chegar a tolice de alguns seres, e temo que seja infinito.
Noutro dia estava vendo um jornal local que mostrava a mudança de comportamento das meninas entre 9 e 13 anos que se mostram cada vez mais ‘adultizadas’, elas não brincam com bonecas, só se interessam pelo universo adolescente e seus estereótipos imbecis. Eram três amigas de 10 anos, vestidas como adolescentes fúteis do tipo mais medíocre, rostinhos pequenos ornamentados com aparelhos fixos em dentes permanentes grandes e feios, salto nos pezinhos delicados, e cabelos devidamente escovados e penteados. Mas o que mais me surpreendeu foi o comportamento robotizado do trio, a forma calculada de olhar pra câmera, o sorriso treinado, a pose adestrada com as perninhas cruzadas e mãozinhas sobrepostas sob os joelhos. Era um espetáculo ridículo.
Mas no meio desse lamentável trio de amigas havia uma gordinha que me comoveu. Ela estava visivelmente desconfortável diante da destreza com que as amigas lidavam com a situação, mas ela em meio a tanto volume corporal não conseguia cruzar as perninhas como as amigas, ou caminhar como modelo e fazer pose. Ela se esforçava em parecer graciosa, mas a massa de seu corpo a impedia de se mover com leveza. Ela observava as amigas de rabo de olho tentando imitar os trejeitos, responder na hora certa, mas era em vão. Ela estava sempre atrasada e parecendo perdida.
Em dado momento elas se juntaram para cantar uma música em inglês e a gordinha ficou movendo os lábios como uma marionete sem vida, ela não tinha idéia do que estava cantando, e arrisco dizer que também não tinha idéia do que estava fazendo ali. A tola estava se esforçando para parecer com as outras.
O nome dela é Catarina, nunca guardo o nome de ninguém, mas sei que nunca mais vou me esquecer desse nome. Pergunto: quão estúpida se pode ser? Muito.

Tolices e dinheiro

Uma criatura abastada e com um duvidoso título de nobreza chamado Chiquinho Sscarpa chegou à conclusão, após breve raciocínio, que precisava perder alguns quilinhos. Até ai tudo normal, mas o que adentra o tênue limite da tolice é que o sagaz Scarpa, sabe-se Deus porque, resolve fazer uma cirurgia de redução de estômago ao invés de fazer uma dieta como qualquer ser humano normal. Isso para perder uns 20 quilinhos que estavam sobrando. Coisa pouca!
Mas nada como ter dinheiro sobrando... O astuto Conde grampeou, então, parte do estômago, e para a surpresa de todos a cirurgia não deu certo! Por dois motivos:
1 – A Vs. Excelência não respeitou o pós-operatório e ingeriu mais comida do que o estômago agüentaria.
Olha que safadinho: "Ele tinha muita sede e não sabe ouvir não, parece criança. Deixava eu sair para fazer alguma coisa e aproveitava para tomar mais água do que deveria. Quando voltava, encontrava as garrafinhas no chão ou o Chiquinho na cozinha batendo suco", declarou Rosimari a esposa.
2 - Devido ao uso contínuo (durante 3 anos) de um remédio chamado
Roacutan, contra acne, por isso as paredes do estômago do Conde Scarpa estavam mais sensíveis. Chiquinho Scarpa foi colocado em coma induzido e fez mais três cirurgias para aplacar o estrago, abaixo uma entrevista concedida a folha de SP sobre o ocorrido:

FOLHA - Como é voltar para casa?
SCARPA - Saí do hospital faz um dia e meio. Depois de ter sofrido cinco operações e ter recebido a extrema-unção duas vezes, nada melhor do que estar em casa.

FOLHA - Extrema-unção?
SCARPA - É verdade. Fui dado como clinicamente morto duas vezes, então minha família chamou o padre Gonçalo uma vez e, na segunda, para não repetir o padre, chamaram um da igreja Nossa Senhora do Brasil.

FOLHA - Arrependeu-se da cirurgia?
SCARPA - Por enquanto, estou arrependido. Mas é algo para o resto da vida. Minha irmã Fátima fez e perdeu 58 kg, mas deixaram o estômago dela menor, só pode comer 25 mililitros, senão vomita. O meu tem 500 mililitros. Dá para comer uma picanha inteira.

Carta de despedida

"Querido,

Tenho certeza de estar ficando louca novamente. Sinto que não conseguiremos passar por novos tempos difíceis. E não quero revivê-los. Começo a escutar vozes e não consigo me concentrar. Portanto, estou fazendo o que me parece ser o melhor a se fazer. Você me deu muitas possibilidades de ser feliz. Você esteve presente como nenhum outro. Não creio que duas pessoas possam ser felizes convivendo com esta doença terrível. Não posso mais lutar. Sei que estarei tirando um peso de suas costas, pois, sem mim, você poderá trabalhar. E você vai, eu sei. Você vê, não consigo sequer escrever. Nem ler. Enfim, o que quero dizer é que depositei em você toda minha felicidade. Você sempre foi paciente comigo e incrivelmente bom. Eu queria dizer isto - todos sabem. Se alguém pudesse me salvar, este alguém seria você. Tudo se foi para mim mas o que ficará é a certeza da sua bondade. Não posso atrapalhar sua vida. Não mais.

Não acredito que duas pessoas poderiam ter sido tão felizes quanto nós fomos." Viginia Woolf.