6.26.2009

Tira a calcinha e põe a calcinha... (ao mesmo tempo?)

(Sarah Lucas - Chicken Knickers)

Minha amada

(Étant Donnés - Duchamp - Última obra do artista, seria uma metáfora sobre a morte da arte? Ou uma despedida da amante que permanece entregue, sedenta e inatingível?)

Há cinco anos estudo Arte. E hoje mais do que nunca estou envolvida e decepcionada com ela. Arte é uma amante sensual e ingrata. Daquelas que usam perfume barato e lingerie vulgar, mas sabem dar prazer como ninguém.

6.16.2009

Sexo do Senhor!

Me perdoem os evangélicos, mas não poderia deixar de publicar essa pérola literária. Ouvi falar desse texto em que Edir Macedo (no livro Castigo Divino) explica como deve ocorrer uma relação sexual e nunca acreditei, até que me deparei com ele na íntegra em uma das minhas pesquisas pela internet. Fiquem com esse precioso raciocínio:

Posição Recomendada: O homem e a mulher devem lavar suas partes com 1 litro de água corrente misturado com uma colher de vinagre e outra de sal grosso. Após isso, a mulher deve abrir as pernas e esperar o membro enrijecido do seu parceiro para iniciar a penetração.

O homem após penetrar a mulher, não deve encostar seu peito nos seios dela, pois a fêmea deve estar orando ao Senhor para que seu óvulo esteja sadio ao encontrar o espermatozóide. Depois do ato sexual, os dois devem orar, pedindo perdão pelo prazer proibido do orgasmo. Como penitência, o açoite com vara de bambu é aceito em forma de purificação.

Angu Doce

Nem sempre ir ao supermercado é uma experiência banal. Outro dia me bateu um desejo, desses que não só as grávidas usufruem. Necessitava com todas as minhas forças comer angu doce. Sim, essa iguaria característica dos lares menos favorecidos economicamente.
Constatei com pesar que não haviam os ingredientes necessários a feitura desse quitute. Dirigi-me ao supermercado mais próximo, apesar da dor nos pés devido as bolhas que me saltavam nos calcanhares. Malditos sapatos novos!
Enfiei-me, então, entre as prateleiras de cereais. Estava absorta na interessante tarefa de comparação de preços e marcas de fubá, quando escuto um grito histérico. E um grito histérico em tempos de pandemia de gripe e aumento da passagem de ônibus merece nossa atenção.
Fiquei atenta ao que estava acontecendo e olhando para o chão, o que vejo? Um rato! Sim senhores, um rato grande, marrom, de rabo comprido, nojento, atravessando correndo o corredor por baixo das prateleiras.
Fiquei paralisada, me esqueci de tudo: do fubá, da dor do calcanhar, da crise mundial, do aumento da passagem. Estava em choque. Peguei qualquer fubá, me dirigi ao caixa e jurei que nunca mais pisaria naquele supermercado imundo. Mas é lógico que esse juramente durou até a tarde do dia seguinte quando precisei comprar pão.
Para os que ainda têm estômago para comer ai vai a receita de angu doce.

Ingredientes:
8 colheres de fubá;
4 colheres de açúcar;
250 ml de leite;
Pitada de sal;

Modo de preparo
Jogue o leite frio em uma panela, e acrescente o fubá, depois o açúcar, e vá mexendo. Pingue mais leite aos poucos até atingir uma consistência pastosa. É bom colocar uma pitada de sal para dar mais gosto. Coloque em um recipiente, espere esfriar e coma com café ou chá.