3.06.2008

Ana de Amsterdam


Nunca quis trocar meu nome, sempre me orgulhei do Rafaela, feminino de Rafael, feminina.
Às vezes diminuído a Rafa, Rá, Fá, Faela... Sempre achei sonoro, um pouco romântico, às vezes doce às vezes amargo. Gritado não fica muito bom, o ‘A’ se estende muito, mas bem sussurrado ao ouvido soa como música.
Várias consoantes, repetição de vogais. E um ‘E’ no meio.
Conheço poucas Rafaelas, poucas famosas, as vezes acho que sou a única, a verdadeira Rafaela.
Belo nome Rafaela.
Mas essas certezas foram abaladas por uma música: Ana de Amsterdam do Chico Buarque. Agora o nome Rafaela não me cabe mais, descobri que sou Ana.

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