Em Corinto Jasão apaixona-se pela filha do rei desejando contrair novas núpcias com a jovem princesa de Corinto, e abandonando assim Medéia a própria sorte e a desgraça social. A situação nefasta de Medéia a coloca como esposa abandonada, mãe de duas crianças em situação de exílio e mulher estrangeira, como nos indica a citação: “pois, encontra-se órfã sem cidade, ultrajada pelo marido, sem mãe e nem irmão para abrigá-la do infortuno" (Eurípides, Medéia, v.255).
A protagonista de Eurípides decidiu e optou pela ação de vingança Medéia decidiu agir com violência por não querer causar riso deixando impunes os seus Inimigos. (Eurípides, Medéia v.1050).
Medéia muda de atitude visando atingir seu objetivo passa a agir de acordo com o modelo estabelecido pelos homens, ou seja, submissa obediente, deixando transparecer que aceitava o destino determinado por Jasão e Creonte. Ela prometia acatar a ordem do rei que havia determinado a sua saída de Corinto (Eurípides, Medéia v. 927). Para reafirmar o seu arrependimento e compromisso, Medéia envia, através de seus filhos, um presente de núpcias envenenado para a noiva de Jasão, e desta maneira ela mata a princesa e o rei.
Logo após ela mata seus dois filhos. As crianças haveriam sido executadas como sacrifício aos deuses pela própria sacerdotisa de Hécate. Talvez uma forma cruel e eficaz de vingança contra o abandono do marido, pois, matando os filhos ela extinguia a descendência de Jasão que reconhecia: sem filhos você me destruiu."
Não tenho dúvida que é dessa funesta geração de mulheres que descendo.


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