1.04.2012

" E quando sua imagem se apagou do espelho, apareceu no vidro a palavra liberdade..."


Fando y Lis é um filme de Alejandro Jodorowsky que fala do relacionamento de um casal, ela é paraplégica, ele é obstinado. Juntos procuram uma cidade perdida onde encontrarão a felicidade e Lis poderá ser curada.
Fando descobre que sua mãe incriminou seu pai, e esse foi morto. Revoltado com tal atitude ele parte, e tenta deixar suas raízes para trás. Mas se desvincular de suas origens nunca é fácil. É possível?
Fando carrega Lis, sua companheira, nas costas a maior parte do filme, ele a protege; se sente obrigado a cuidar dessa frágil mulher, e se vê em determinado momento preso a ela e sufocado pela responsabilidade de seu fardo. Juntos seguem para Tar a última cidade que sobrou no mundo. Tar seria a cidade perfeita, o paraíso. Fando acreditava que chegando lá poderia curar sua parceira, porém Lis é realista e não acredita na cidade de Tar, mas se deixa levar por essa busca. Ela se deixa levar por Fando a qualquer lugar. Ela se deixa. Abandono de si?
Fando é otimista, obstinado e segue seu curso com Lis nos ombros. Quando chegarem a Tar tudo será resolvido... Lis será curada, eles poderão ter filhos, a paz voltará. Mas Tar nunca chega... O lugar perfeito é cada vez mais distante. Ele existe?
Aos poucos vai se vendo o desgaste de Fando, seu cansaço, sua falta de esperança. Fando tenta abandonar Lis, mas seu coração e lealdade o fazem voltar atrás. Ele não consegue deixar aquela mulher paraplégica sozinha, dentro de um buraco, pronta para morrer. Ela precisa dele e ele sabe disso. Ele volta, e mais uma vez carrega consigo o seu fardo. Isso é amor?
Ele conhece outras mulheres no caminho; prostitutas, andarílias, e mesmo que queira largar Lis e seguir seu intinto sexual, se vê preso a mulher paraplégica e volta, sempre volta. Lealdade ou covardia?
Lis em dado momento se pergunta se alguém se lembrará dela depois que morrer. Fando diz que irá ao cemitério com uma flor e um cachorro. Ele se lembrará, assim ela sempre existirá.
Lis é o fardo e a vida de Fando. E sem Fando, Lis não existe. Dependência mútua?
Ao final do filme, depois de todas as tentativas e toda a esperança ter acabado, Fando finalmente escolhe um lugar recolhido, um buraco cheio de pedras, para matar Lis. Ele percebe que essa é a única saída desse inferno que se criou. E ele sabe que só há uma forma de matá-la; batendo nela até a morte.
Fando espanca Lis, ela grita, chora, pede "por favor", ele chega a hesitar, mas termina o que começou. Lis está morta caída no chão, e Fando se levanta e olha em volta ainda com o sangue de Lis nas mãos, e se dá conta que do buraco no qual se encotra nunca mais sairá. Enterrados juntos. Pra sempre Fando y Lis. Existe solução?

"E quando sua imagem se apagou do espelho, apareceu no vidro a palavra liberdade..."
"E quando sua imagem se apagou do espelho, apareceu no vidro a palavra liberdade..."
"E quando sua imagem se apagou do espelho, apareceu no vidro a palavra liberdade..."
"E quando sua imagem se apagou do espelho, apareceu no vidro a palavra liberdade..."
"E quando sua imagem se apagou do espelho, apareceu no vidro a palavra liberdade..."
"E quando sua imagem se apagou do espelho, apareceu no vidro a palavra liberdade..."
"E quando sua imagem se apagou do espelho, apareceu no vidro a palavra liberdade..."
"E quando sua imagem se apagou do espelho, apareceu no vidro a palavra liberdade..."
"E quando sua imagem se apagou do espelho, apareceu no vidro a palavra liberdade..."

4 comments:

Anonymous said...

quando a liberdade se apagar, o espelho se quebra e tudo se dará como se nada nunca tivesse realmente existido... somos todos reféns de nossas próprias armadilha de 'pedras'...

"Como as pedras imóveis na praia
Eu fico ao seu lado sem saber
Dos amores que a vida me trouxe
E eu não pude viver"

Anonymous said...

um dia vc lerá meu comentário anterior e conhecermo-nos será inevitável.

Rafaela said...

Anonymous é nome de covarde. Coloca um nome melhor por favor.

Anonymous said...

meu nome não me fará ser teu conhecido... sou anônimo sim, covarde não, ambos só por enquanto.