
Não sou masoquista, mas não julgo a natureza humana, cada um encontra prazer onde mais acha conveniente.
O criador desse termo foi Leopold Franz Johann Ferdinand Maria Sacher - Masoch (1836 - 1895), ele teve seu nome associado a um tipo especial de perversão sexual, fato que o imortalizou e banalizou em todos os idiomas do mundo. Masoquismo tornou-se sinônimo de prazer obtido pela dor e sofrimento. Mas Leopold merece mais do que isso. Foi um dos maiores escritores do seu e de todos os tempos. Poucos sabem.
Masoch era de ascendência nobre, mas casou-se com uma serva, por artimanha de outra nobre Madame Frischauer, que queria se vingar dele e obteve através de seus livros conhecimento de suas fraquezas. Obrigou Wanda, que era sua empregada, a ler o livro também. Convenceu a jovem de que Masoch a adotaria se ela encarnasse os desejos perversos dele. Fez mais. Escreveu uma carta a Masoch oferecendo seus préstimos e seu amor. Wanda assinou a missiva. Masoch engoliu a isca e respondeu assim: "Se eu tivesse a sorte de encontrar uma mulher que pudesse encarnar essa Vênus das peles, essa mulher eu amaria, eu a adoraria até a loucura, eu poderia me tornar seu escravo, mesmo que ela fosse apenas uma arrumadeira, porque só espero da mulher beleza e amor"
Madame Frischauer fez Masoch se apaixonar por Wanda, que a primeiro momento se dizia casada para aumentar o caráter afrodisíaco da relação e se apresentava a ele usando uma máscara.
Wanda (empregada que vê uma oportunidade de se casar com um nobre) percebe que tem Masoch na mão e propõe um acordo. Envia para Masoch uma carta com o seguinte trecho: "Se me ama como diz, deve assinar o texto anexo, acrescentado-lhe algumas palavras para confirmar que aceita todas as minhas condições e que dá sua palavra de honra de ser meu escravo até o último suspiro. Prove que tem coragem de se tornar meu marido, meu amante, e... meu cão." Leopold aceita, com a condição de que ela tire a máscara.
Em seus livros Masoch diz que “ciúme é afrodisíaco” concordo plenamente. Quando o relacionamento não está bom à primeira coisa a se fazer é ter ciúme, que a meu ver é uma forma de masoquismo. Atrás do ciúme escondemos nossa face masoquista, nossa necessidade de ser vitimado, de ter um parceiro dominador que nos inflige sofrimento. Existem pessoas que vivem nessa condição de pseudo-masoquismo durante muitos anos, sem perceber as suas tendências.
Ele descreve assim o primeiro encontro amoroso dos dois: "Wanda: dispa-se. Eu: tiro o casaco, quer me amarrar os pés, quer fazê-lo ela própria, amarra-me os pés e as mãos, me chicoteia; inclina-se para mim, pergunta se gosto daquilo. Volúpia. Depois aproxima seus lábios dos meus. Como quero beijá-la, ela se afasta, quer que eu lhe suplique, depois chicoteia com tanta força que mal posso suportar." Caso limite entre um romancista e seus personagens. Ele criou Wanda e aceita agora se tornar o escravo de sua própria criatura.
Será que faz parte da natureza humana amar quem nos faz sofrer?
O amor e a dor estão diretamente ligados, existem pessoas que tiram grande fonte de prazer do sofrimento. Masoquista. Aquele que ama quem o faz sofrer. Por isso é um absurdo julgarmos as pessoas que gozam com algemas. Você nunca se sentiu confortável por estar preso?
O filósofo Gilles Deleuze faz o seguinte comentário: "O contrato masoquista não expressa somente a necessidade do consentimento da vítima, mas também o dom de persuasão, o esforço pedagógico e jurídico pelo qual a vítima educa seu carrasco."
Não somos nós que pedimos pra sofrer?
Masoch era de ascendência nobre, mas casou-se com uma serva, por artimanha de outra nobre Madame Frischauer, que queria se vingar dele e obteve através de seus livros conhecimento de suas fraquezas. Obrigou Wanda, que era sua empregada, a ler o livro também. Convenceu a jovem de que Masoch a adotaria se ela encarnasse os desejos perversos dele. Fez mais. Escreveu uma carta a Masoch oferecendo seus préstimos e seu amor. Wanda assinou a missiva. Masoch engoliu a isca e respondeu assim: "Se eu tivesse a sorte de encontrar uma mulher que pudesse encarnar essa Vênus das peles, essa mulher eu amaria, eu a adoraria até a loucura, eu poderia me tornar seu escravo, mesmo que ela fosse apenas uma arrumadeira, porque só espero da mulher beleza e amor"
Madame Frischauer fez Masoch se apaixonar por Wanda, que a primeiro momento se dizia casada para aumentar o caráter afrodisíaco da relação e se apresentava a ele usando uma máscara.
Wanda (empregada que vê uma oportunidade de se casar com um nobre) percebe que tem Masoch na mão e propõe um acordo. Envia para Masoch uma carta com o seguinte trecho: "Se me ama como diz, deve assinar o texto anexo, acrescentado-lhe algumas palavras para confirmar que aceita todas as minhas condições e que dá sua palavra de honra de ser meu escravo até o último suspiro. Prove que tem coragem de se tornar meu marido, meu amante, e... meu cão." Leopold aceita, com a condição de que ela tire a máscara.
Em seus livros Masoch diz que “ciúme é afrodisíaco” concordo plenamente. Quando o relacionamento não está bom à primeira coisa a se fazer é ter ciúme, que a meu ver é uma forma de masoquismo. Atrás do ciúme escondemos nossa face masoquista, nossa necessidade de ser vitimado, de ter um parceiro dominador que nos inflige sofrimento. Existem pessoas que vivem nessa condição de pseudo-masoquismo durante muitos anos, sem perceber as suas tendências.
Ele descreve assim o primeiro encontro amoroso dos dois: "Wanda: dispa-se. Eu: tiro o casaco, quer me amarrar os pés, quer fazê-lo ela própria, amarra-me os pés e as mãos, me chicoteia; inclina-se para mim, pergunta se gosto daquilo. Volúpia. Depois aproxima seus lábios dos meus. Como quero beijá-la, ela se afasta, quer que eu lhe suplique, depois chicoteia com tanta força que mal posso suportar." Caso limite entre um romancista e seus personagens. Ele criou Wanda e aceita agora se tornar o escravo de sua própria criatura.
Será que faz parte da natureza humana amar quem nos faz sofrer?
O amor e a dor estão diretamente ligados, existem pessoas que tiram grande fonte de prazer do sofrimento. Masoquista. Aquele que ama quem o faz sofrer. Por isso é um absurdo julgarmos as pessoas que gozam com algemas. Você nunca se sentiu confortável por estar preso?
O filósofo Gilles Deleuze faz o seguinte comentário: "O contrato masoquista não expressa somente a necessidade do consentimento da vítima, mas também o dom de persuasão, o esforço pedagógico e jurídico pelo qual a vítima educa seu carrasco."
Não somos nós que pedimos pra sofrer?

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