4.29.2008

Madeira

Às vezes sinto nostalgia do tempo em que não vivi. Sinto falta do tempo que custava a passar, sinto falta da época em que se tinha tempo para pensar, planejar, e só depois executar.
Sinto falta das conversas bobas de portão, das famílias que em tempo de calor sentavam-se a porta para conversar com os vizinhos enquanto os pequenos brincavam.
Sinto falta do tempo em que não se matava de trabalhar pra comprar tecnologias fúteis. Sinto falta da época em que a tecnologia não atrapalhava nossas vidas, onde escrever cartas era um prazer normal. Onde rever um grande amigo demorava muito, e a emoção do reencontro era imensurável.
Sinto falta da época em que para não se estar só devíamos estar com a família, onde as famílias eram fundamentais na vida das pessoas.
Acredito e amo essa inocência que foi perdida com o aumento da capacidade de comunicação, e a diminuição da sua qualidade.
Amo esse mundo que cheirava a madeira.

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