Eu vou começar:
Sou morena, me acho demais, mais do que devia. Fui muito mimada quando era criança e me rebelei na adolescência. Passei a ser a ovelha negra da família, queria curtir a vida de forma intensa. Fiz tanta loucura e era tão impulsiva que engravidei aos dezessete anos. Abortei naturalmente no meio do ano. No final fui aprovada em um vestibular e me mudei para outra cidade. Morei sem pai e mãe por dois anos. Foi quando engravidei novamente para suprir a carência que o aborto me causou como mulher. Voltei para casa de meus pais e vivi, por quatro meses para minha filha, que é a minha vida. Voltei para faculdade, só que em outro curso. Quando minha filha fez dois anos consegui me enxergar novamente como uma pessoa separada dela. Somos companheiras e unidas, mas somos duas e não uma pessoa só. Foi quando percebi que estava deixando minhas ambições e meus sonhos de lado pela maternidade.
Tenho 23 anos e ás vezes imagino que tenho mais por cobrar de mim devido à maternidade. Se pudesse pedir uma coisa a um gênio da lâmpada pediria para lavar minha alma. Acho que me descuidei dela um pouco. Sinto-me sobrecarregada, os ombros pesados por não sei o que é. Mas pesa.
Muitas vezes concordo com a Marisa Monte: 'apagaram tudo, pintaram tudo de cinza' e me dá vontade de chorar, mas não sei o motivo. Sei, algo me incomoda, mas não consigo identificar para cortar de minha vida. Talvez sejam algemas que me prendem a algo, ou uma bagagem pesada que não seja útil a mim.
Sempre fiz minhas vontades, mas agora sempre que faço algo que quero me sinto culpada. Não entendo o porquê. Muitas vezes não consigo respirar também. Tem algo me sufocando.
Sou morena, me acho demais, mais do que devia. Fui muito mimada quando era criança e me rebelei na adolescência. Passei a ser a ovelha negra da família, queria curtir a vida de forma intensa. Fiz tanta loucura e era tão impulsiva que engravidei aos dezessete anos. Abortei naturalmente no meio do ano. No final fui aprovada em um vestibular e me mudei para outra cidade. Morei sem pai e mãe por dois anos. Foi quando engravidei novamente para suprir a carência que o aborto me causou como mulher. Voltei para casa de meus pais e vivi, por quatro meses para minha filha, que é a minha vida. Voltei para faculdade, só que em outro curso. Quando minha filha fez dois anos consegui me enxergar novamente como uma pessoa separada dela. Somos companheiras e unidas, mas somos duas e não uma pessoa só. Foi quando percebi que estava deixando minhas ambições e meus sonhos de lado pela maternidade.
Tenho 23 anos e ás vezes imagino que tenho mais por cobrar de mim devido à maternidade. Se pudesse pedir uma coisa a um gênio da lâmpada pediria para lavar minha alma. Acho que me descuidei dela um pouco. Sinto-me sobrecarregada, os ombros pesados por não sei o que é. Mas pesa.
Muitas vezes concordo com a Marisa Monte: 'apagaram tudo, pintaram tudo de cinza' e me dá vontade de chorar, mas não sei o motivo. Sei, algo me incomoda, mas não consigo identificar para cortar de minha vida. Talvez sejam algemas que me prendem a algo, ou uma bagagem pesada que não seja útil a mim.
Sempre fiz minhas vontades, mas agora sempre que faço algo que quero me sinto culpada. Não entendo o porquê. Muitas vezes não consigo respirar também. Tem algo me sufocando.

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