
Meu querido Blindness estreou, e como já é evidente formulei cada cena dessa história em minha profusa mente, havendo assim uma possibilidade muito grande de me deparar com a decepção da minha vida. Confesso que entrei no cinema temerosa, tentando disfarçar o medo do desastre. Mas assim que começou eu percebi o tratamento sofisticado que Meirelles deu a história, e a fidelidade aos fatos narrados no livro. Acalmei-me no decorrer da trama, e me vi envolvida entre o riso e o choro em vários momentos.
Destaco a atuação de Julianne Moore. Ela está perfeita! O que me causou uma grande inveja, pois esse era um dos personagens que eu gostaria de interpretar, agora menos um na minha lista.
A cena do estupro foi tratada na medida. Foi bastante explorado o momento que precede ao estupro, o que deu um tom dramático e belo a esse sacrifício. E eu feminista que sou não tenho como não admirar e me derreter com essa citação de Saramago (acho que posso chamar de citação), afinal o que nós mulheres mais fizemos na história foi justamente isso...
A cena que se segue, é uma das mais bonitas que eu já vi no cinema. No livro ela tem um peso magnífico, mas no cinema ela ficou perfeita! As mulheres lavando a garota que morreu, você percebe a cumplicidade, a relação de compaixão, e carinho levada ao extremo da sensibilidade feminina. É emblemático e tocante ver as mulheres sem dizer uma palavra, cometendo um gesto que só nós sabemos o quanto é importante.
Senti falta da cena que eu mais gostei no livro, em que a personagem principal leva comida aos seus debaixo de chuva e sua roupa se rasga deixando a mostra os seios, uma alusão explícita ao quadro A Liberdade conduzindo o povo, de Eugène Delacroix referente à Revolução Francesa. Mas eu entendo que essa cena no cinema e dentro do roteiro não seria tão interessante. Outro ponto negativo foi o cachorro, concordo com Saramago, teria que ser o vira-lata mais feio e carismático do mundo, e não um poodle grande.
Eu teria mais coisas a comentar, mas fico por aqui, de uma forma geral o filme guardou a dramaticidade da história sem excessos, e sem ‘pieguismos’. Não é um filme para as massas, mas para quem tem sensibilidade o bastante para perceber o quanto que essa história guarda grandes paradigmas culturais e sociais de nossa humanidade. Eu como eterna investigadora de Arte aconselho a quem for perceber o filme use a sensibilidade, e não apenas com o olhar e a audição.
Destaco a atuação de Julianne Moore. Ela está perfeita! O que me causou uma grande inveja, pois esse era um dos personagens que eu gostaria de interpretar, agora menos um na minha lista.
A cena do estupro foi tratada na medida. Foi bastante explorado o momento que precede ao estupro, o que deu um tom dramático e belo a esse sacrifício. E eu feminista que sou não tenho como não admirar e me derreter com essa citação de Saramago (acho que posso chamar de citação), afinal o que nós mulheres mais fizemos na história foi justamente isso...
A cena que se segue, é uma das mais bonitas que eu já vi no cinema. No livro ela tem um peso magnífico, mas no cinema ela ficou perfeita! As mulheres lavando a garota que morreu, você percebe a cumplicidade, a relação de compaixão, e carinho levada ao extremo da sensibilidade feminina. É emblemático e tocante ver as mulheres sem dizer uma palavra, cometendo um gesto que só nós sabemos o quanto é importante.
Senti falta da cena que eu mais gostei no livro, em que a personagem principal leva comida aos seus debaixo de chuva e sua roupa se rasga deixando a mostra os seios, uma alusão explícita ao quadro A Liberdade conduzindo o povo, de Eugène Delacroix referente à Revolução Francesa. Mas eu entendo que essa cena no cinema e dentro do roteiro não seria tão interessante. Outro ponto negativo foi o cachorro, concordo com Saramago, teria que ser o vira-lata mais feio e carismático do mundo, e não um poodle grande.
Eu teria mais coisas a comentar, mas fico por aqui, de uma forma geral o filme guardou a dramaticidade da história sem excessos, e sem ‘pieguismos’. Não é um filme para as massas, mas para quem tem sensibilidade o bastante para perceber o quanto que essa história guarda grandes paradigmas culturais e sociais de nossa humanidade. Eu como eterna investigadora de Arte aconselho a quem for perceber o filme use a sensibilidade, e não apenas com o olhar e a audição.

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