Mesmo com a vida estabelecida (esposa, filhos, trabalho) o velho buscava um pouco de aventura em sua vida. Tentou corresponder com mulheres que se disponibilizaram nos jornais em busca de quem sabe um pouco de conforto, de carinho. Animava-se toda vez que lia as ofertas sutis de corpos jovens e rígidos. Não funcionou, pois a cada encontro se decepcionava com a oferta enganosa. Passou a buscar nas redes sociais, namoros, afetos, correspondências intimas, às vezes amorosas, mas em sua maioria com teor sexual. Até que uma menina se destaca: Ana Maria, 22 anos, estudante, bonita e de seios fartos, perfeita!
A garota custou-lhe apenas seis e-mails, duas conversas em tempo real, e uma videoconferência. E pronto! O encontro estava marcado.
O velho acordou no dia bem-disposto, fez um carinho na esposa, conversou atentamente com o filho, depois escolheu a melhor camisa, se perfumou e saiu. Encontrou-a num restaurante reservado, e surpreendeu-se com a capacidade de conversa da ninfeta, que por vezes o deixou sem argumento, mas nesse caso seus 17 anos de magistério acadêmico o auxiliaram a não passar vergonha diante da garota. Em dado momento já não conseguia mais se concentrar no que diziam, perdia-se ao ver o movimento daquela boca carnuda e jovem. Quando sentiu algum movimento revelando a intumescência de seu pênis a convidou para um passeio.
Circularam pela praça que faz frente a seu apartamento, o qual foi alugado às escondidas para servir de ponto de encontro de seus casos, e vez por outra convencer as suas parceiras de que era um homem solteiro, e morava só. Esse foi o caso da ninfeta, que se animou ao ser convidada para tomar um vinho no apartamento do velho.
Ela viu seus livros, mexeu na sua cozinha, o divertiu com histórias de faculdade, deitou-se no sofá e o beijou intensamente. O sexo custou-lhe mais 50 minutos de conversa e meia garrafa de Terranoble Gran Reserva Carmenere. O velho teve alguma dificuldade de se soltar, ao contrário de Ana Maria que se divertia a cada beijo, a cada movimento. O velho se esforçou para aproveitar ao máximo, mas acabou por interromper o momento precocemente. Depois relembrou envergonhado das palavras que proferiu durante o sexo “Seu peito vira um instrumento erótico de poderes épicos, querida”, Ana Maria riu e fez cara que não entendia.
Após o prazer, ficaram nus e em silêncio. Nesse momento o velho sentiu que havia uma forte interação entre os dois, uma simbiose, uma união cósmica. E se imaginou morando de fato naquele apartamento, e tendo aquela jovem como companhia constante. Estremeceu de prazer. No minuto seguinte se lembrou de sua vida, de seus compromissos, de suas responsabilidades e se deu conta que nunca mais veria Ana Maria.

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