
Breaking Bad é uma série americana, estreiou em 2008, e no momento completou sua 4ª temporada. Dirigida e produzida por Vince Gilligan, o qual já ganhou um Emmy em 2008 por conta de seu trabalho de direção em Breaking Bad.
A história é algo que eu gostaria de ter tido a idéia antes. Um professor de química, Walter White, casado, e com um filho adolescente que tem paralisia cerebral, enfrenta uma vida chata, e decadente. Ele tem uma grande formação, poderia estar ganhando bem mais, porém foi passado pra trás por ‘amigos’ e acabou como professor, ou seja, frustrado. Pra complementar a renda, ele trabalha num lava-a-jato de carros (preciso dizer o quão humilhante é isso pra ele?). A esposa, Skyler, é mandona, autoritária, e ofusca qualquer brilho ou iniciativa de Walter. O filho apesar da paralisia cerebral é um personagem carismático, e funciona como base do envolvimento familiar. Esse trio é a base do enredo.
E a série começa com Walter descobrindo que tem câncer no pulmão, e que não há muita possibilidade de cura. Ele preocupado com o futuro de sua família (Skyler está grávida), decide começar a fabricar metanfetamina para vender. Ele se junta a um ex aluno que tem ligação com o tráfico, o Jesse, e juntos formam a dupla que irá impulsionar a história nas mais inimagináveis situações.
Duvido que alguém consiga assistir aos 5 minutos iniciais da série e não ficar envolvido. E o que me atraiu nessa narrativa foi como a relação da morte iminente do personagem principal fez com que ele tivesse tomado a autonomia de fazer de sua vida o que bem entendesse. A mudança do personagem ocorre claramente ao longo da serie, e marco o momento em que ele raspa a cabeça (por conta do tratamento do câncer), como inicial da nova fase de ‘fora da lei’ que ele principia. Walter faz coisas que nunca imaginou que conseguisse, não há limite as possibilidades de um ser, não existe o “eu não sou assim”, ou “eu não faço isso”, tudo é possível. Ele com a iminência da morte passa a se sentir mais vivo, mais viril, mais dono de si. Acho que é a sensação de completude que a velhice trás, saber que está mais próximo da morte dá alguma liberdade.
A trama ao longo das temporadas se encaminha num rumo que está me desagradando, Walter por fidelidade ao seu parceiro Jesse, começa a ficar cego e cometer erros de julgamento. O envolvimento com a fabricação de drogas se torna tanto que ele não vê mais como sair a menos que esteja morto (morte natural, ou assassinato). O personagem agora se encontra num beco sem saída, não tem mais como ir adiante, está sozinho, e desprotegido. A pressão sobre ele é enorme, e veremos como os roteiristas irão encaminhar essa história...
Essa série fala sobre, morte, limites e fidelidade.

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