
Serie estadunidense baseada em uma israelense chamada Hatufim (impressionante como Israel produz boas séries). Elenco estrelado, grande produção, tema batido: terrorismo.
Quando li o mote dessa série não dei nada por ela, pois essa história de EUA versos inimigos da liberdade e paz já vem desde Rambo na Guerra Fria e não me convence mais. Mas acabei dando uma chance a Homeland e não me arrependi.
A história gira em torno de dois ótimos personagens; Carrie Mathison, que é uma oficial da CIA, uma espécie de investigadora, e Sargento Nicholas Brody militar que passou quatro anos como refém da Al-Qeada.
O ponto de tensão da história é que Carrie descobre por meio de uma fonte que um militar americano fora convertido pela Al-Qeada, e com a surpreendente libertação do Sargento Brody todas as desconfianças da detetive recaem sobre ele. Ela inicia assim, sem nenhum apoio, uma empreitada para descobrir a verdade. Seu chefe Saul Berenson (muito bem interpretado por Mandy Patinkin) é o único que sabe de sua desconfiança e se mantém como ponto de apoio e razão pra Carrie, que embarga cada vez mais nessa paranoia.
O ponto mais interessante dessa historia é Carrie, que aos poucos vai perdendo a razão, mas continua seguindo seus instintos. Ela passa a duvidar de si mesma, fica insegura, e essa confusão e insegurança mental da personagem vai tornando a trama mais envolvente. O roteiro não deixa claro se ela está certa, mas vai dando pistas ao longo da trama. A obsessão de Carie fica tão grande que ela numa tentativa desesperada de se aproximar de Brody acaba se envolvendo amorosamente com ele. E ai toda a trama toma outra proporção, seus sentimentos de afinidade para com ele, somados a desconfiança e a insegurança do que está fazendo, coloca a personagem num limite emocional muito interessante, e muito bem interpretado por Claire Danes. Nesse ponto ninguém acredita mais nela, nem mesmo ela.
E ao final da temporada, a condição emocional dela fica evidente; ela é bipolar. E uma crise maníaca explode em meio a toda a investigação, quando ela já estava perto de descobrir a verdade (o clímax da história). Carrie chega próxima da sua ruína.
O estado emocional de Carrie não é o único que conduz a série, o sargento Brodry e seu retorno pra casa e readaptação com a família é algo difícil e delicado. E o amigo e chefe de Carrie, Soul, também vive um momento pessoal complicado. E é justamente esse belo enredo de emoções a flor da pele que torna essa história de fundo batido (terrorismo) tão interessante. Como a vida, que nos conduz sempre com altos e baixos na escala da emoção, Carrie navega por um mar turbulento em busca da verdade e ética, mesmo tendo que enfrentar seus piores pesadelos. Pois, nada mais difícil do que enfrentar seus próprios demônios. Terminei a temporada completamente identificada com a personagem Carrie, e admirada com o belo trabalho da atriz Clarie Danes, ela ganhou meu respeito.
Essa série fala sobre comprometimento, sentimentos e verdade.
A história gira em torno de dois ótimos personagens; Carrie Mathison, que é uma oficial da CIA, uma espécie de investigadora, e Sargento Nicholas Brody militar que passou quatro anos como refém da Al-Qeada.
O ponto de tensão da história é que Carrie descobre por meio de uma fonte que um militar americano fora convertido pela Al-Qeada, e com a surpreendente libertação do Sargento Brody todas as desconfianças da detetive recaem sobre ele. Ela inicia assim, sem nenhum apoio, uma empreitada para descobrir a verdade. Seu chefe Saul Berenson (muito bem interpretado por Mandy Patinkin) é o único que sabe de sua desconfiança e se mantém como ponto de apoio e razão pra Carrie, que embarga cada vez mais nessa paranoia.
O ponto mais interessante dessa historia é Carrie, que aos poucos vai perdendo a razão, mas continua seguindo seus instintos. Ela passa a duvidar de si mesma, fica insegura, e essa confusão e insegurança mental da personagem vai tornando a trama mais envolvente. O roteiro não deixa claro se ela está certa, mas vai dando pistas ao longo da trama. A obsessão de Carie fica tão grande que ela numa tentativa desesperada de se aproximar de Brody acaba se envolvendo amorosamente com ele. E ai toda a trama toma outra proporção, seus sentimentos de afinidade para com ele, somados a desconfiança e a insegurança do que está fazendo, coloca a personagem num limite emocional muito interessante, e muito bem interpretado por Claire Danes. Nesse ponto ninguém acredita mais nela, nem mesmo ela.
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1 comment:
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