10.03.2009

De[coração]

Nesses últimos tempos não tenho postado muito no blog porque minha criatividade está toda canalizada para decorar minha casa. Sou um ser inquieto e estou sempre criando alguma coisa, por isso esse blog existe, mas nada está me dando tanto prazer do que ficar enfeitando minha casa. Então decidir fazer um post para registrar aqui minhas descoberdas como pseudo-decoradora:


Esse banquinho aqui em baixo eu herdei do meu tio já falecido, ele era relojoeiro e passou metade da vida sentado nele, por isso ele tem um valor sentimental pra mim. Mas estava bem caidinho, na madeira crua, então comprei tinta acrílica de parede e xadrez e fiz essa pintura. Deu certo!



Vi em um programa da MTV um novaiorquino que faz intervenção urbana com durex colorido! Ele espalha cubos pela cidade e cria um efeito tridimensional incrível. Copiei a idéia como teste na divisória, gostei e em breve farei mais coisas...




Para a decoração do quarto eu optei por cores complementares, e peguei um caixote de feira para usar como criado; lixei e pintei de branco. O resultado ficou muito bom e moderno, mas pretendo pintar ele de vermelho, mesmo esquema do banco: tinta acrílica mais xadrez.



Detalhe do quadro em cima, fiz um auto-retrato ficou ótimo em cima da cama. Estou pensando em espalhar mais quadros, sem dúvida quadros mudam o ambiente completamente. Pensei em usar algum pano colorido como o chitão preso ao chassi, é uma possibilidade prática e barata!


Precisava de uma sapateira, então recolhi alguns caixotes de feira e lixei e pintei. Dá pra usar de outras formas, como mesinha por exemplo. Ele ficou meio tortinho mas é eficiente para os fins a que se destina.


A mesa da cozinha é de metal, então a revesti de pano (uma ex-fronha) e fiz um assento macio, detalhe da divisão das cores das cadeiras, cada um com a sua. Usei cores contrastantes, a toalha xadez foi baratinha e nem precisei fazer bainha, é só queimar as pontas com cuidado que fica com um ótimo acabamento!


Como fruteira um disco de vinil velho. Eu queimei as pontas no fogo baixo, ele derrete e fica molhinho, ai é só ir moldando com as mãos, é bem fácil e não queima os dedos. O paninho de baixo fui eu que fiz também.


O puxa-saco do mesmo pano da toalha do fogão. Escolhi a cor verde para a cozinha, acho que dá um ar de limpeza, não sei explicar. O bordado peguei da mamy. Além de prático enfeita a cozinha também.



E logo a baixo o motivo principal de todo esse carinho!






Hahahahaaa...

"– É gor-gun-zo-la! Esse queijo tem esse nome por causa do nome da cidade onde ele foi inventado, na Itália, ali bem pertinho dos Estados Unido...
– Ô Alecrim, esse gorgunzola pode ser o queijo do caralho que for, meu irmão, tu pode fazê o que quiser com ele, mas esse negócio não vai ficar aqui dentro nem fudendo!"

Psicanálise de butikin

Eu e as minhas andanças pela psicanálise às vezes estudo coisas muito interessantes e que são de interesse de todos, como por exemplo as relações amorosas, aqui vai um resumo-do-resumo de algumas coisas que eu estudei a pouco tempo:


Quando há paixão ela é completamente satisfatória. A fusão da paixão é maravilhosa porque o outro é o próprio ego, o casal se funde e um vê no outro a si próprio. Não existem duas pessoas na paixão existe uma, que é o resultado da união das duas, um ser completo! E essa nova pessoa é plenamente satisfatória porque ela é o seu próprio desejo. E a paixão então não vê a frustração. Só há fantasia e idealização.

Quando surgem as diferenças a paixão diminui, a pessoa percebe que foi ‘enganada’ e que o outro não corresponde mais aos ideais de antes. Vem ai uma indignação, do se sentir enganado, traído, decepcionado.

Quando você enxerga a outra pessoa, e as duas se diferenciam é que começa a crise. E dessa crise podem surgir dois resultados imediatos: ou o fim do relacionamento, ou a entrada definitiva no campo do amor, quando essa dificuldade de lidar com o outro se acomoda e os dois decidem conviver com as diferenças. É o pacto do amor. Por isso existem poucas pessoas no mundo as quais podemos amar, porque só conseguimos amar verdadeiramente alguém quando os defeitos dela não são um impedimento para o relacionamento prosseguir, é a famosa alteridade.


A vivência do abandono é dificílima para qualquer pessoa, e é comum as pessoas se sujeitarem a relacionamentos falidos por conta do medo de serem abandonadas, tanto dentro de uma relação amorosa quando em relações sociais, profissionais. Admitir um fracasso é complexo, é doloroso, pois vai de encontro com o nosso ideal de nos mesmos. Mas muitas vezes admitir um erro, ou assumir um fracasso é a porta de entrada para felicidades ainda maiores.


O sado-masoquismo é uma vivencia muito comum no cotidiano, é algo trivial. Relações sado-masoquistas podem ocorrer tanto dentro do quarto do casal, como fora da relação sexual. É comum ver esse trato sado-masoquista entre casais onde um infere um sofrimento ao outro e esse outro acata sem reclamar, porém esse acatar vem com uma dose de sadismo que alimenta a relação doentia, como se o masoquista quisesse provar ao sádico que é mais forte, mais resistente do que qualquer dor que possa ser infligida sobre ele. E essa relação doentia evolui por conta de um medo irracional de abandono, de admitir o fracasso da relação. Algo que leve para a estagnação a paralisação, e a relação se torna uma briga por poder para saber quem vai infligir mais dor ao outro, onde deveria ser um encontro positivo para os dois. È a perversão da afetividade. Mas não vamos esquecer que por trás de toda agressividade há uma frustração, que é a causa fundamental para desencadear essa relação doentia. Um exemplo de frustração é não conseguir amar ao outro, se entregar ao outro.

Vemos muito comumente essa dinâmica de amor-e-ódio entre pessoas, essa inversão de valores em que para os dois envolvidos o ruim é encarado como bom e vice-versa, é um jogo perigoso e o resultado é normalmente desastroso para os dois.

"A tragédia dos que encontram o Deus Eros mas não sabem diante dele se ajoelhar."

9.28.2009

Toda trabalhada no dourado

Quando estou sozinha em casa fico cantando e dançando essa música na frente do espelho igual uma boba. Não existe nada melhor!!!

9.20.2009

Tudo que eu queria

Achei um blog chamado Tudo que eu queria e gostei tanto que cheguei a conclusão que tudo que eu queria era ter esse blog. Por isso tomei a liberdade de copiá-lo.


(Carie Bradshaw)
QUERIA ser uma princesa novaiorquina.

(casa e jardim)
QUERIA ter uma casa toda colorida.

(por Richard Avedon)
QUERIA ser sexy mesmo triste.

(por Paschal Renoux)
QUERIA poder perder a cabeça.

(por Robert Doisneau)
QUERIA ter mais tempo livre com as minhas amigas.

(por Cartier Bresson)
QUERIA me sentir orgulhosa de mim mesma.

(por Guy Bourdin)
QUERIA uma criada francesa.

9.19.2009

Alguém para o mundo que eu quero descer

* Baseado em fatos reais.

Era uma vez uma professorinha que um dia subiu no palco de um show de pagode para dançar a canção intitulada: Todo Enviado. A professora de primário embriagada pelos ávidos olhares masculinos não resistiu virar seu enorme glúteo para a platéia. E enquanto o vocalista puxava sua calcinha que emergia triunfal de seu monumental rego, ela rebolava suas carnes para quem quisesse ver, fotografar e gravar.
O vídeo de sua performance virou um hit da internet, a professorinha foi demitida da escola. Foi contratada como dançarina da banda de pagode, está ganhando bem melhor. E agora pode mostrar sua bunda em rede nacional tranquilamente. E foram todos felizes para sempre.


9.18.2009

Terreno fértil para a hipocrisia é a Igreja Católica

Agora inventaram de canonizar uma garota que na década de 80 sofreu uma tentativa de estupro e se matou para defender sua honra – repito: morreu em defesa de sua honra – tem coisa mais hipócrita que isso? Nada contra a garota que teve essa reação desesperada, pelo contrário, tenho muita pena dela, mas canonizar é exagero. O que eles estão querendo, criar uma santa protetora das mulheres estupradas?

Não sei se estou sendo exagerada, mas esse reconhecimento todo ao ato de coragem dela me soa como: as mulheres que são estupradas na verdade cedem, permitem. Isso me lembra os relatos de mulheres, há algumas décadas atrás, que depois de estupradas passavam pelo constrangimento de ter que ouvir do delegado a pergunta: “Você estava vestida de forma insinuante?”, “Em algum momento você deu a entender que queria ter relações sexuais?”.

Não seria mais coerente haver uma penalidade para os estupradores? Por que não é instaurada uma regra em que todo estuprador seja excomungado da igreja? Mas já vimos que a forma de raciocínio católico (se é que ele existe) é totalmente incoerente e machista. Outro bom exemplo é o da menina de 11 anos que engravidou do padrasto no nordeste, por sorte ela conseguiu a tempo uma liminar na justiça para fazer um aborto legal. E o que a igreja católica fez? Excomungou a equipe médica e a garota pelo ato de aborto. E fica a pergunta novamente, e o estuprador não merece nenhuma punição?

Infelizmente ainda há quem acredite que os homens são dotados de uma força sexual mais forte que as mulheres, algo quase incontrolável. Por isso seriam ‘compreensíveis’ esses atos de total covardia e perversão. Tudo mentira, as mulheres têm os mesmos impulsos sexuais, a diferença é que somos reprimidas nossa vida inteira para não demonstrá-los enquanto os homens essa agressividade é incentivada. E continuará assim enquanto as pessoas forem domesticadas ao toque dessas ideologias de merda.

8.25.2009

Obrigada

Poucas vezes na vida se tem noção da felicidade que se sente no momento em que acontece, sempre somos enganados pelo tempo, e só tomamos dimensão da felicidade ou tristeza em comparação com o que aconteceu após. È o famoso “eu era feliz e não sabia”. Vivo o oposto diametral dessa sentença, estou muito feliz e tenho plena consciência disso. E tenho certeza disso não pelo o que pode acontecer, mas por tudo que vivi. Os acontecimentos tristes que ocorreram em minha vida nos últimos meses me empurraram para o que tenho agora e estou agradecida por cada sensação de tristeza, por cada raiva e por cada erro que cometi, porque se não fossem eles eu não entenderia que esse aqui é meu paraíso. Eu encontrei meu paraíso sartreano na Terra, e não consigo tirar o sorriso bobo da cara.

Roupa íntima masculina


O tipo de cueca que o indivíduo usa é de extrema importância para se obter um conceito acertado quanto a sua personalidade. Sempre reparei essa peça dos meus companheiros sexuais, e censurava descaradamente quando via algo que não aprovava. Como por exemplo, aquele tipo de cueca “do vovô”, aquela de elástico bambo que por conseqüência da gravidade acaba por deixar meio saco da criatura pra fora, a pessoa fica então de cuecas e com um testículo a mostra, ali na sua cara, tomando um ar. È uma coisa pavorosa. Esse tipo de homem é aquele que já desencanou. Aquele que vai a padaria comprar pão de calça de moletom, meia e chinelo de dedo. E você vai preferir morrer a admitir que algum dia trocou algo mais que um “oi” com ele.

Tem o tipo de cueca "gogo-boy". Aquela pequenininha, que você tem parar para identificar se é uma cueca ou uma calcinha, ai você pensa com uma pontinha de vergonha “Eu tenho calcinhas maiores do que a cueca desse cara”. Esse é o tipo exibicionista, ele pode até não admitir, mas o que ele gosta mesmo se mostrar e ser admirado.

Tem também aquelas tipo "pano de chão". Elas são sujas, ou meio encardidas, ou com cor indefinida de tão velhas e desbotadas. É revoltante quando você se depara com uma dessas, ai você pensa que gastou metade do seu salário para comprar uma lingerie de marca para agradar enquanto esse infeliz amarra um pano de chão na cintura e acha que está tudo bem. Esse tipo é desligado, e com certeza ainda vive de baixo da asa da mamãe que é a responsável pela roupa íntima do marmanjo.

E tem finalmente as boxer que são as mais bonitas e que modelam melhor o corpo, mas infelizmente os homens ainda não descobriram suas vantagens. Quem sabe um dia eles entendam que agradar uma mulher não é nada difícil.