10.12.2009
Gentileza Gera Gentileza?
Eu ia escrever um texto intitulado “Pobre sem educação é a coisa mais cretina que existe no nosso país”. Mas pensei bem e me dei conta que existem pessoas ricas sem educação também, ai decidir escrever sobre “brasileiros cretinos sem educação”, mas novamente travei ao pensar que existem pessoas grosseiras em outros países. Então só me resta escrever sobre “A maldita raça humana”.
Nesses últimos tempos tenho feito o que mais detesto: conviver com intensidade com outras pessoas. E para uma pessoa incomodada e incômoda como eu, isso é sinônimo de confusão. Mas o que mais me choca em todas essas pessoas que me incomodaram nas últimas semanas é o alto grau de falta de educação, será que é pedir muito existir em um mundo onde os seres são educados? Que maravilha seria se a cordialidade reinasse. Você acordaria de manhã e daria bom dia para as pessoas e as pessoas responderiam sorridentes! Ou você se esforçaria em ser agradável com as outras pessoas e vice-versa, e quando alguém fizesse algo errado uma breve conversa resolveria, porque no “mundo ideal da Rafaela” todos teriam vergonha na cara.
Eu queria compreender de onde vem essa tal “filosofia do malandro”. Por que ela impera nesse país? Todos acham que passar a perna nos outros é esperteza, que deixar de fazer uma obrigação é ser astuto. Parece que enganar as pessoas vale o risco, mesmo se dando mal no final. Por que os brasileiros teimam em acreditar que ser esperto é passar os outros pra trás? Se com um pouquinho de reflexão você percebe que o mundo funciona melhor se cada um fizer a sua parte, que as regras são importantes. Onde se enfiou a ética? Ninguém sabe nem o que ela representa ou a importância dela.
E o discurso de vitimização? Eu sofro, eu me fodo, então posso sacanear os outros também. Como se o sofrimento individual justificasse qualquer atitude grosseira ou sem ética, como se a sem vergonhisse já fosse tanta que qualquer punição não fosse o bastante para fazer os cretinos se arrependem. Eu sinceramente estou desistindo das pessoas. Queria poder tomar uma fluoxetina agora.
10.03.2009
Ela Voltou!
De[coração]
Nesses últimos tempos não tenho postado muito no blog porque minha criatividade está toda canalizada para decorar minha casa. Sou um ser inquieto e estou sempre criando alguma coisa, por isso esse blog existe, mas nada está me dando tanto prazer do que ficar enfeitando minha casa. Então decidir fazer um post para registrar aqui minhas descoberdas como pseudo-decoradora:
Esse banquinho aqui em baixo eu herdei do meu tio já falecido, ele era relojoeiro e passou metade da vida sentado nele, por isso ele tem um valor sentimental pra mim. Mas estava bem caidinho, na madeira crua, então comprei tinta acrílica de parede e xadrez e fiz essa pintura. Deu certo!
Vi em um programa da MTV um novaiorquino que faz intervenção urbana com durex colorido! Ele espalha cubos pela cidade e cria um efeito tridimensional incrível. Copiei a idéia como teste na divisória, gostei e em breve farei mais coisas...
Para a decoração do quarto eu optei por cores complementares, e peguei um caixote de feira para usar como criado; lixei e pintei de branco. O resultado ficou muito bom e moderno, mas pretendo pintar ele de vermelho, mesmo esquema do banco: tinta acrílica mais xadrez.
Detalhe do quadro em cima, fiz um auto-retrato ficou ótimo em cima da cama. Estou pensando em espalhar mais quadros, sem dúvida quadros mudam o ambiente completamente. Pensei em usar algum pano colorido como o chitão preso ao chassi, é uma possibilidade prática e barata!
Precisava de uma sapateira, então recolhi alguns caixotes de feira e lixei e pintei. Dá pra usar de outras formas, como mesinha por exemplo. Ele ficou meio tortinho mas é eficiente para os fins a que se destina.
A mesa da cozinha é de metal, então a revesti de pano (uma ex-fronha) e fiz um assento macio, detalhe da divisão das cores das cadeiras, cada um com a sua. Usei cores contrastantes, a toalha xadez foi baratinha e nem precisei fazer bainha, é só queimar as pontas com cuidado que fica com um ótimo acabamento!
Como fruteira um disco de vinil velho. Eu queimei as pontas no fogo baixo, ele derrete e fica molhinho, ai é só ir moldando com as mãos, é bem fácil e não queima os dedos. O paninho de baixo fui eu que fiz também.
O puxa-saco do mesmo pano da toalha do fogão. Escolhi a cor verde para a cozinha, acho que dá um ar de limpeza, não sei explicar. O bordado peguei da mamy. Além de prático enfeita a cozinha também.
E logo a baixo o motivo principal de todo esse carinho!
