10.29.2008

Reflexão balzac + gardenal


Caros leitores, essa semana tive um insight mirabolante ao relembrar meus últimos relacionamentos percebi incrédula como os homens não conseguem falar de si. Quando você pergunta algo mais profundo que necessite um mínimo de sensibilidade você sempre escuta uma resposta engraçadinha, ou um ‘não sei’ desinteressado. E quanto ocorre uma DR, coisa que em alguns casos é precedido de uma cansativa e desnecessária briga, você finalmente diz o que pensa e o cara dá lá a resposta mais vaga que a total falta de interesse dele permitiu no momento, antecipado de um ‘não tinha parado pra pensar nisso antes’. Por que os homens não pensam? Seria falta de maturidade para compreender que um relacionamento envolve conversas e raciocínio? Se relacionar não é fácil, não é simplesmente se prostrar diante da TV pra ver o jogo em que o único exercício mental seria abrir a latinha de cerveja sem deixar espirrar no rosto. Pra isso eles são muito bons...
Acho que por isso sempre me relacionei com homens mais velhos, acho que eu a maioria das garotas também preferem, por se sentirem mais seguras e pelo nível intelectual, pois os homens só conseguem atingir a maturidade um pouco tarde. Mas um dos meus maiores achados nesses últimos tempos foram os homens de 30!
Ah! Como são interessantes os caras de trinta! Eles trabalham, mas já passaram da fase da empolgação com a carreira e não ficam obcecados, achando que ainda irão ficar milionários ou famosos. Já tiveram vários namoros e não se perdem em joguinhos. Tem estabilidade emocional e em alguns casos financeira, e o mais importante já estão na fase de não ter medo de relacionamentos. Mas o lance do futebol com cervejinha continua, e até se agrava. Mas mesmo assim concluo que os balzaquianos são uma raça respeitável. Um brinde aos balzaquianos!

3 comments:

Anonymous said...
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Rafaela said...

'uso de entorpecentes ilícitos' + 'internet'= esse post.

¬¬

Anonymous said...

puts... pior que não... garoteagem sóbria... cuja recorrência aliás ta me deixando puto. mais um pico de mongolice na busca pelo equilíbrio entre a espontaneidade boçal de meus 4 anos de idade e o mal estar da autocensura elevada ao patológico com a idade.
Ah, o francês é Sartre.