
O príncipe estava enfeitiçado, e de sua boca saía todo tipo de animal peçonhento, a cada espirro várias moscas soltavam-se pelo ar diretamente de seu nariz. Toda vez que o belo príncipe tentava falar, no lugar das vogais e consoantes saíam sapos e cobras de sua boca. Esses animais saíam pelo reino e mordiam, picavam a população, alguns óbitos já haviam ocorrido. E o príncipe do alto de sua realeza obrigava a todos os súditos a o acudirem tentando parar o surto de todas as formas, uns rezavam, uns gritavam, outros catavam os animais, mas as cobras e lagartos não paravam de sair de suas entranhas. Até mesmo a feiticeira da corte foi chamada para acudir a situação, que a essa altura já estava fora de controle, os animeis espalhados por todo o castelo se juntando em casais e procriando em cantinhos do trono.
A feiticeira chegou meia noite se sentou num canto e observou o belo príncipe regurgitar uma série de sapos, cobras, escorpiões, baratas e lagartos, contorcendo-se de dor. A feiticeira sem dizer uma palavra observou, e com o badalar dos sinos, sinalizando a terceira hora da madrugada ela pegou seu punhal se aproximou do príncipe que estava deitado no chão já fraco, pegou sua cabeça cuidadosamente agarrou seus belos cabelos loiros, puxou sua língua e a cortou. Acabaram os animais.











