6.15.2010

Tom Zé


Quem será a modelo que ­ sem querer e nem saber ­ entrou para a história da MPB? Em 1973, Tom Zé lançou o disco Todos os Olhos, pela Continental. A capa, segundo ele, foi uma provocação à ditadura: "Contratamos uma modelo, enfiamos uma bolinha de gude no cu da moça e fotografamos. Ninguém nunca soube da história e agora, com a fama que essa capa ganhou, gostaríamos de achar a tal modelo, para que ela desfrute da glória junto conosco. Eu acho que ela deveria procurar a SEXY e se revelar. Pois afinal é um cu que entrou na cultura e não na pilhéria", falou
o compositor. A Entrevista toda está aqui.


Ai, como eu amo esse homem. Preciso explicar porquê? Acho que não.

6.13.2010

Bouguereau




Ir ao inferno e voltar definitivamente é para poucos. Mas nunca se sai o mesmo que entrou. Digo isso por experiência própria, logo na porta estava escrito "Deixai toda esperança, ó vós que entrais!" e por lá ela ficou, nunca mais a recuperarei.

6.11.2010

Nós os idiotas





Se não viu direito tente encontrar elas aqui

6.08.2010

Para fins de Registro II

Eu, Rafaela Oliveira, do alto do meu conhecimento sobre Rock somado ao vastíssimo conhecimento da anatomia masculina, elejo hoje David Gilmour; o homem mais Lindo do Rock'n Roll de todos os tempos!



Aplausos!















E pra que fique claro que na vida real a rapadura é doce mas não é mole não, uma fotinha dele recente.



Ou seja, não há nada que o tempo não destrua.


6.03.2010

Queria ser Tereza

Ser Tereza é ser linda, elegante, inteligente, bem humorada e estar constantemente solteira. Ser Tereza é ser irremediavelmente livre. É gostar de andar pela rua em noites quentes, sem rumo, ouvindo Radiohead.

Ser Tereza é encontrar uma amiga na padaria pra um café, e chorar as duas porque concluíram que estão fatalmente apaixonadas por admiráveis canalhas.

Ser Tereza é não se pintar, usar roupas leves, coloridas e se sentir bem. E no dia certo sair de batom vermelho, olhos pintados e salto alto, pra provocar a todos sem a menor intenção de levar alguém pra casa. Atravessar de ponta a ponta o salão da festa com uma indiferença mortal pelas mulheres presentes e ausentes. Ser Tereza é estar sempre insatisfeita com o cabelo, é estar sempre insatisfeita com a pele, com o corpo. É se lambuzar de uma infinidade de cremes até se tornar escorregadia a ponto de não parar nas sandálias, mas nunca resistir dar uma olhadinha em seu reflexo seja lá onde estiver.

Ser Tereza é ser emotiva. Chorar no banheiro, se olhando no espelho para ver qual o melhor ângulo. É escrever cartas enormes e sinceras que nunca serão lidas pelos seus destinatários. É amar as plantinhas, bater muitos papos com elas, e se sentir quase tão mágica como o Pequeno Príncipe, mas nunca se lembrar de aguá-las. É passar tardes inteiras sem fazer nada tendo um milhão de coisas a fazer, e se sentir cansada no fim do dia.

Ser Tereza é ter uma vez bebido dois gins, quatro uísques, cinco taças de champanha e uma de cinzano sem sentir nada. E em outro momento ter bebido duas cervejas e ter acordado no outro dia, olhado pro lado e pensado: Quem é ele?

É detestar a área em que atua, mas saber que é uma das melhores no que faz. É saber que é uma das poucas pessoas no mundo que sabe misturar estampas, e se orgulhar disso. É permanecer apaixonada a eternidade de um mês por um cantor estrangeiro belga que usa bigode. É acordar ao meio-dia com uma cara horrível, comer lentamente o café da manhã, depois se obrigar a fazer as obrigações, e no final do dia sentar pra escrever um texto sobre a presunção incomensurável dos homens, e acabar escrevendo sobre como são as Terezas. Ai, é tão estranha essa vida sobre a Terra.

Amigos falsos e hipócritas

Se você é amiga de alguém e esse alguém faz algo que você não concorda, o que fazer? Dizer! É pra isso que servem os amigos. Porém, apoiar a gente apóia até certo ponto, mas há um limite, passando daí cabe ao amigo dar um passo pra atrás e observar. Se afastar é um problema? Não, se isso é para o bem da amizade e em prol da compreensão do que está acontecendo para as duas partes. Porque ás vezes a pessoa não quer ouvir, ou a escolha estúpida já foi feita, cabe a nós sabermos tirar o time de campo na hora certa. Isso é sábio.

Ver um amigo fazer uma escolha estúpida é difícil? É. Mas o mais importante é o deixar viver a vida da forma que escolher. Convivo com pessoas maduras, algumas são mais vividas, outras menos, mas todas têm maturidade suficiente para entender as conseqüências de seus atos. Uma escolha vem sempre seguida de uma série de possíveis conseqüências. E quando você sabe que a escolha que a pessoa está fazendo vai trazer conseqüências ruins pra ela? O jeito é se afastar, e deixar a vida acontecer.

Esse ano estou aprendendo uma lição muito importante: respeitar as decisões das outras pessoas. É muito difícil pra mim, pois sempre fui mimada, sempre fui o centro das atenções dos que me amam. Mas estou percebendo que não posso controlar a vontade alheia, e que cada um é responsável por si. E que eu devo apenas me responsabilizar por mim, e pelas minhas escolhas (ou seja, minha vida) e deixar que as outras pessoas façam suas escolhas. E fazer com que essas escolhas alheias influenciem o mínimo possível na minha vida, mas sempre aprender com elas.

Hoje sou uma equação de tudo que vivi somado ao que observei dos erros e acertos dos outros. E aos meus amigos de escolhas estúpidas eu só tenho a agradecer. Graças inaptidão de vocês eu posso gerenciar minha vida com mais competência. Thank you!

6.01.2010

Tá certa ela.

Também tenho certeza que o Bukowski é minha alma gêmea. Qualquer garota sã acha isso.
Quem não conseguiu ler o quadrinho dá uma clicada aqui.

5.23.2010

Porque tem dia que dói.

Dói porque tem que doer. Porque tem dia que a vida te chacoalha e dói.
Dói porque você tem que sentir que está vivo.
E incerto.

Não que a certeza seja algo de bom.
Nunca foi, ao menos pra mim.
Mas nunca gostei de incertezas, tão pouco.

Entretanto, vos digo, que está doendo.
Apertado, bem naquele ponto que fica no meio, ali.
Aquela angústia sabe?
Porque o dia de amanhã me reserva coisas tão estranhamente sem sentido e tudo mais.

Ando brincando de inventar verdades. De dizer que amo.
Ah, tudo isso pra esconder aquela solidão que corrói de um modo que não se explica.
Não se enganem, estou bem sozinha.
Porque ainda não aprendi a viver junto. Vivendo junto fico gritando por liberdade como se fosse a melhor escolha do universo.
Sabemos eu, sabemos você que não é.
Heróismo, medo, chamem como quiser.

Chamo de heróismo. Por estar de cabeça erguida e contrabalancear tudo com um certo humor quase que corrosivo.
Pessimismo, sei. Realismo, não.

O dia de ficar não chegou.
Não. Não é agora, não. Eu sei que não é.
Sei também que estamos, como há um ano atrás vivendo de verdades inventadas.
Ora. Se o ser que me fará ficar chegar, nada me impede. nada.

Nada mais do que laços desatados e músicas que nos prendem a qualquer sentimento que não existe.
Um dia. O porvir. Não sei.

Existo. Tempo presente e só.
Não sei. Não quero o que foi. Não sei o que será.

É clarice, Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível fazer sentido, eu não, eu quero uma verdade inventada.
Queremos não é?

É. mas o que faz sentido me pega hoje, a meia noite e meia. A realística verdade me consome e a verdade inventada já não tem tanta magia.

Mas, não quero o que é passivel fazer sentido, ainda.
O que é passivel fazer sentido não me parece bom.
Continuo com a verdade inventada. Mentiras sinceras. Poções de ilusão.
E fingimos e acreditamos que somos então felizes.

não somos, ninguém é.

Estou. Existo.

Ser?
ah, pede demais quando diz isso.

Existo como outro ser. Díspar de mim porque sei bem que não sou isso. Nunca fui.

Mas quem sou de fato. Não importa senão a mim. E sei.

E o mundo saberá quando for prudente e quando não precisar mais de verdades inventadas. Minhas mentiras são tão incrivelmente sinceras que nem eu desacredito.

Em todo caso, dói.
Mas não é insuportável a dor de viver.
Dor mesmo seria estar meio morta e não sentir nada.

Sinto?
Dor. E só.

Quanto ao resto dos sentimentos, a vontade de ficar e desnventar verdades...

...quando for a hora certa.
Se,

a hora certa chegar.

Entretanto, não me preocupo.

Existo sendo isso, não faz diferença, estou viva. não?

tenho esperança. E isso alimenta a tudo. E é isso que dá sentido a tudo.
Porque eu e a amargura nunca fomos amigas.

E os poetas se fazem de um certo barro estranho que os faz acreditar no incerto e gostar disso.

Viver inventado não dói. Sabemos voltar quando necessário.
Sabemos ser matéria viva de esperança quando tudo desaba. E sabemos não ser nada.

No fundo. Somos.
E isso basta.

E seremos felizes porque o horizinte é longo. A vida é bela. E a melancolia não é tão existente e má quanto se parece.

Esperança.
A tenho. E basta.