4.09.2010
4.06.2010
Pois é
Faço uma ode a todas as putas, as bichas, as lésbicas, os cínicos e os mal amados desesperados. Convido a todos os desgraçados a se refestelarem na merda em que se encontram nadando a braçadas e cuspindo na cara daqueles em que vivem entalhados em certezas tolas de vida. Filósofos de merda! Chamo aqueles que ligam a programas de ajuda cristã para contar suas desgraças numa ilusão tola de que serão ouvidos. Aqueles que criam perfis desesperados em sites de amores baratos. A todos vocês que estão injuriados e não podem injuriar a quem te injuriou!
Se só quem vence na vida é quem diz sim, então digo não a essa vida medíocre!
Juntem seus pedaços e colem-os com durepox, superbonder, cuspe, ou o que tiveres a mão. Por que há quem tenha certezas, e há nós.
Só malditos. Mas malditos que escutam Chico Buarque.
4.05.2010
Lembrança: meu querido atirou em mim, e eu cai no chão.
Bang Bang | Bang Bang |
| I was five and he was six | Eu tinha cinco anos e ele seis |
| We rode on horses made of sticks | A gente cavalgava em cavalinhos de pau |
| He wore black and I wore white | Ele vestido de preto e eu de branco |
| He would always win the fight | É claro que ele sempre ganhava a luta |
| Bang bang, he shot me down | Bang bang. Ele atirou em mim |
| Bang bang, I hit the ground | Bang bang. Eu caio no chão |
| Bang bang, that awful sound | Bang bang. Aquele som terrível |
| Bang bang, my baby shot me down | Bang bang. Meu querido atirou em mim |
| Seasons came and changed the time | As estações vieram e mudaram o tempo |
| When I grew up I called him mine | Fiquei adulta e o chamei de meu |
| He would always laugh and say | Ele sempre ria e dizia: |
| "Remember when we used to play | "Lembra quando a gente brincava?" |
| Bang bang, I shot you down | "Bang bang. Eu te acertei" |
| Bang bang, you hit the ground | "Bang bang. Você cai no chão" |
| Bang bang, that awful sound | "Bang bang. Aquele som terrível" |
| Bang bang, I used to shoot you down" | "Bang bang. Eu costumava atirar em você" |
| Music played and people sang | A música tocou e o povo cantou |
| Just for me the church bells rang | Apenas para mim os sinos ecoaram |
| Now he's gone I dont know why | Agora ele se foi. Não sei por quê |
| Until this day, sometimes I cry | Até este dia, às vezes eu choro |
| He didn't even say goodbye | Ele nem mesmo disse adeus |
| He didn't take the time to lie | Nem gastou tempo mentindo |
| Bang bang, he shot me down | Bang bang. Ele atirou em mim |
| Bang bang, I hit the ground | Bang bang. Eu caio no chão |
| Bang bang, that awful sound | Bang bang. Aquele som terrível |
| Bang bang, my baby shot me down | Bang bang. Meu querido atirou em mim |
3.31.2010
Em ritmo de Páscoa feliz!!!!
3.28.2010
Alguma coisa, qualquer coisa.
Fiz uma seleção das pessoas que realmente achei interessantes só de olhar, aquelas que eu gostaria de conhecer. Apesar de saber que tudo não passa de construção, e que esses jovens se montam pra criar um ‘eu’ fantasioso, um ‘alguém’ que provavelmente gostariam de ser. Mas de qualquer forma admiro a capacidade de se moldarem e criar uma figura interessante e criativa a partir de si.
Essa é uma francesinha linda, no seu quarto vermelho com uma luz suave entrando pela janela. Sublime! E apaixonante.
Eu Medéia
Em Corinto Jasão apaixona-se pela filha do rei desejando contrair novas núpcias com a jovem princesa de Corinto, e abandonando assim Medéia a própria sorte e a desgraça social. A situação nefasta de Medéia a coloca como esposa abandonada, mãe de duas crianças em situação de exílio e mulher estrangeira, como nos indica a citação: “pois, encontra-se órfã sem cidade, ultrajada pelo marido, sem mãe e nem irmão para abrigá-la do infortuno" (Eurípides, Medéia, v.255).
A protagonista de Eurípides decidiu e optou pela ação de vingança Medéia decidiu agir com violência por não querer causar riso deixando impunes os seus Inimigos. (Eurípides, Medéia v.1050).
Medéia muda de atitude visando atingir seu objetivo passa a agir de acordo com o modelo estabelecido pelos homens, ou seja, submissa obediente, deixando transparecer que aceitava o destino determinado por Jasão e Creonte. Ela prometia acatar a ordem do rei que havia determinado a sua saída de Corinto (Eurípides, Medéia v. 927). Para reafirmar o seu arrependimento e compromisso, Medéia envia, através de seus filhos, um presente de núpcias envenenado para a noiva de Jasão, e desta maneira ela mata a princesa e o rei.
Logo após ela mata seus dois filhos. As crianças haveriam sido executadas como sacrifício aos deuses pela própria sacerdotisa de Hécate. Talvez uma forma cruel e eficaz de vingança contra o abandono do marido, pois, matando os filhos ela extinguia a descendência de Jasão que reconhecia: sem filhos você me destruiu."
Não tenho dúvida que é dessa funesta geração de mulheres que descendo.
3.27.2010
Tratamento de tristeza
Hoje fiquei 5 horas no salão de cabeleireiro, estou toda reconstruída. Cada pelo em seu devido lugar. Cada cutícula devidamente aparada. Cabelos devidamente tratados e alisados. Horas de vento quente na cara. Água entrando pelos ouvidos. Puxões de cabelo. Alicates afiados arrancando pedaços de mim, e enfim minha auto-estima chega em um nível razoável, uns 60% e subindo. È impressionante como nós mulheres somos tolas!













