4.29.2008

Diane Arbus, 1966


a young man with curlers at home on west 20th street, NY 1966

Mau gosto


Estava assistindo CSI Miami, que é uma cópia, e porque não dizer paródia, do CSI Las Vegas, quando me deparei com o personagem – chefe de investigação – mais sem credibilidade que eu já vi na vida. Além da falta de carisma e talento, falta-lhe bom senso ao pintar o cabelo.
Por que certos homens quando ficam velhos pintam o cabelo de louro acaju? Existe cor mais infame do que louro acaju? Onde está o bom senso dessa pessoa? Ou melhor, onde está a esposa dessa pessoa? Uma mulher jamais deixaria essa blasfêmia acontecer. Com exceção das tias que pintam o cabelo de vermelho intenso.
Já sei!!! As tias de cabelo vermelho intenso são esposas dos tios de cabelo louro acaju. Só uma pessoa de muito mau gosto conviveria com outra de mau gosto na mesma medida.
Eu fico imaginando os filhos...

PS.: ele pinta a sombrancelha também.

Madeira

Às vezes sinto nostalgia do tempo em que não vivi. Sinto falta do tempo que custava a passar, sinto falta da época em que se tinha tempo para pensar, planejar, e só depois executar.
Sinto falta das conversas bobas de portão, das famílias que em tempo de calor sentavam-se a porta para conversar com os vizinhos enquanto os pequenos brincavam.
Sinto falta do tempo em que não se matava de trabalhar pra comprar tecnologias fúteis. Sinto falta da época em que a tecnologia não atrapalhava nossas vidas, onde escrever cartas era um prazer normal. Onde rever um grande amigo demorava muito, e a emoção do reencontro era imensurável.
Sinto falta da época em que para não se estar só devíamos estar com a família, onde as famílias eram fundamentais na vida das pessoas.
Acredito e amo essa inocência que foi perdida com o aumento da capacidade de comunicação, e a diminuição da sua qualidade.
Amo esse mundo que cheirava a madeira.

A garota que ví hoje.

Há pessoas que me despertam um interesse visual quase incontrolável. Não estou falando de interesse sexual, e sim interesse visual.
Na maioria nem se trata de pessoas bonitas, daquelas que não se consegue tirar o olho. Não! São na maioria das vezes pessoas comuns, e até banais, mas dotadas de uma expressão, de uma plasticidade emocionante.
Hoje me deparei com um exemplar desse tipo de pessoa no supermercado. Era uma garota mais baixa que eu, de cabelos cor de malva, lisos, brilhantes e compridos, pele morena e sadia, nariz arredondado um pouco arrebitado na ponta e belos olhos grandes contornados por olheiras que lhe caiam incrivelmente bem.
Não desgrudei os olhos dela na fila do pão e a segui até o guichê, ela me parecia tão alva e melancólica, fiquei imaginando se ela sofria. Fiquei imaginando no que ela estaria pensando e defini que era na avó materna com quem ela vive desde que começou a faculdade. A família muito religiosa e conservadora não permitiu que ela morasse com suas amigas, ela sofreu em silêncio nos primeiros meses, mas depois acostumou-se com as manias da avó, e se calou.
Os cinco pães que escolheu displicentemente eram para ela e a avó, para o café da tarde e o desjejum da manhã. Ela pensava na vida que levava, na faculdade que estava cursando, as matérias que teria que estudar quando voltasse pra casa.... Ela se impressionava com a facilidade das teorias, nuca teve maiores problemas com o conteúdo da faculdade, pelo contrário, às vezes achava chato e enfadonho, pouco desafiador. Ela se lembrou do namorado que mora na cidade de sua família que viria no final de semana, pensava no quanto ele é importante pra ela, no quanto ele a ajudou, e que ela jamais teria coragem de se separar mesmo não o amando mais, mesmo achando que ele não a toca mais como antes, mesmo sentindo que ele transa como quem cumpre uma necessidade física. Mesmo assim ela não se via sem ele.
Segui a garota até a porta do supermercado e depois ela se foi. Deixando-me um aperto no coração.

4.26.2008

Elizabeth - A era de ouro



Filme impecável em Produção de Arte. As cores são de morrer! Vibrantes! Quentes! Vivas! O diretor é indiano o que me faz desconfiar que ele usou sua bagagem cultural.
Voltando ao filme... Eu destacaria o trabalho de iluminação. A luz narra quase tão incisivamente quanto o texto.

Há momentos em que a luz desce transversal ao plano, criando uma aura luminosa nos personagens, propondo uma outra interpretação a cena. Há momentos em que a luz é refletida no chão subindo difusamente, criando um ambiente límpido, sublime e etéreo.
Destaco uma cena em especial: a última, onde a luz representa à narrativa. A cena se passa em uma sala iluminada por uma grande janela, Elizabeth pega o filho de seu amante do colo e a luz bate nela de perfil por trás, uma menção nítida a virgem Maria, há um giro de câmera e a luz fica de frente para a atriz, a luz resplandece na tez clara de Kate Blanchett e ela se ilumina, comparando-se a uma divindade, sua personagem de mãe do povo se torna uma Deusa! Com certeza Elizabeth III vai ser a grande rainha em seu momento mais sublime. Estou aguardando...

A Pele


Filme que vai além das redundantes biografias que vemos por aí.
A Pele é uma fábula que conta uma parte da vida de Diane Arbus a qual não temos muitas informações, tentando traçar a transição de uma mãe de família para uma fotógrafa atenta ao seu tempo, sem hipocrisia e extremamente sensível.
Sua atração pelo freak amadurece no decorrer da trama, e ela descobre um meio de se expressar e botar o dedo na ferida de um EUA American Way of Life.
Nicole Kidman usa todo seu talento (o qual nem sempre vemos em seus filmes) para dar vida as expressões e principalmente aos olhos de Diane – e que olhos!
A protagonista abre a porta e um universo de experiências e aberrações, e entra com tudo nessa viagem, (que me lembra muito Aventuras de Alice no Pais das Maravilhas).
Aconselho a quem for ver o filme que se informe previamente a respeito do trabalho dessa incrível artista, e sua morte por suicídio anos mais tarde, assim a trama cria mais sentido. Perceba suas inquietações, e o universo obscuro e incrivelmente belo em que ela se aventura.
O filme apresenta uma bela Diane Arbus atormentada e nascendo.

4.02.2008

(...)

Infeliz da rafaela
Pobre garota de sonhos reprimidos
Sonhos condensados em desejos maltrapilhos
Pobre menina
Que sofre pelos amores perdidos
Sofre na mão do bandido
Pobre rafaela com tranças
Deitada
Enrolada
Miúda
Na cama
Pobre rafaela que chora
Sofre as dores do amor romântico
Sem nem mesmo acredita-lo
Sofre como quem sofre de um tédio doloroso
Sente dor no peito
Dor nas ancas
Pobre rafaela que se devora

3.31.2008

Ode a tristeza

Sou de essência melancólica. Respeito meus momentos de tristeza, dou a eles o tempo e a gravidade que necessitam, nada além. Saber respeitar os momentos de infelicidade é básico da existência, pois a vida é cíclica, angústia e mal-estar são condições humanas.
Mas a felicidade sempre volta...
Para algumas pessoas saber que serão um dia felizes é novo combustível para a vida, para outras saber que a tristeza vai voltar é saber viver.
Em um mundo altamente competitivo, estar triste pode ser interpretado como um sinal de fraqueza. Não ter o direito de estar triste, não ter o direito de expressar-se. Mundo cruel com as pessoas tristes.
Temos que vencer! Vencer a qualquer custo. Vencer o quê/ vencer quem? A realização na vida é um objetivo. Mas se lembrar que existe carne, existe vida, existe EU. Lembrar que existe matéria viva pulsando dentro de mim, dentro de todos. Matéria que é ignorada. Dar valor as circunstâncias, ao menor e invisível, ou ao menos importante. Sempre se lembrar que nada é perfeito, nada é eterno e essencial. Saber que quando se conquista algo grande vem junto uma carga de responsabilidades e deveres, e isso transforma esse bem em algo não tão bom assim. Existem pessoas que simplesmente não suportam isso. Lembrar que tudo é mutável, não se pode prever, e que nada é eterno, intocável, nem nós nem nossa felicidade. A tristeza é parte do todo, ela é natural e importante. É bela.

Billie Holiday



Billie Holiday tem um maravilhoso cheiro de mofo.

Mais uma das minhas lamentáveis poesias

Eu me perdi na minha mente, nos meus devaneios.

Falar sobre mim
Preciso me silenciar,
preciso me recolher,
me buscar,
me calar.
Saber respeitar o silencio,
o seu momento.
Saber se reintegrar se reconstruir,
se decodificar.
Me buscar em mim,
Quero me achar em mim.
Terrivel essa sensação de se perder

3.06.2008

Odeio Shopping

Estava a passear em um shopping da cidade, entretida entre vitrines e pessoas.
Sentei-me em um banco duro que combinava com a decoração austera e fiquei a observar: deixei meu olhar vaguear pelos transeuntes, vitrines e vendedoras. Percebi de relance que seria capaz de ficar ali por horas. Em um lampejo de consciência notei a engenhosidade dos Shoppings Centers.
Vamos analisar:
1. Não tem janelas, o mundo com seus problemas e barulhos fica do lado de fora, é um novo espaço que te acolhe e te desliga. Em certos ambientes isso fica tão evidente que é impossível não levar um susto, exemplo: lugares com ar condicionado (a experiência de estar em um lugar com ar condicionado e sair ou vice-versa é único).
2. O shopping é formado por lojas colocadas lado a lado, entre uma vitrine e outra não há espaço, não há pausa, somente apelo visual, que nos impede de pensar.
3. Lugar infestado de pessoas consumistas. Aquelas que fingem que você não existe, ou em um dia de bom humor te olham de cima a baixo te fazendo se sentir tão desajeitado quanto um boneco de Olinda
4. A musiquinha inebriante que irrita, mas a certo ponto passa a fazer parte do ambiente.
5. Você vai ao shopping com sua melhor roupa e lá chegando constata que está brega e mal vestido, pois sempre vai haver uma roupa na vitrine melhor que a sua.

Aí começa o mal estar...

Como se sentir bem em um shopping?

Ana de Amsterdam


Nunca quis trocar meu nome, sempre me orgulhei do Rafaela, feminino de Rafael, feminina.
Às vezes diminuído a Rafa, Rá, Fá, Faela... Sempre achei sonoro, um pouco romântico, às vezes doce às vezes amargo. Gritado não fica muito bom, o ‘A’ se estende muito, mas bem sussurrado ao ouvido soa como música.
Várias consoantes, repetição de vogais. E um ‘E’ no meio.
Conheço poucas Rafaelas, poucas famosas, as vezes acho que sou a única, a verdadeira Rafaela.
Belo nome Rafaela.
Mas essas certezas foram abaladas por uma música: Ana de Amsterdam do Chico Buarque. Agora o nome Rafaela não me cabe mais, descobri que sou Ana.

2.08.2008

Ouvindo

Segundos de atenção são necessários para quem quer aprender a escutar. O ouvido tem micro repartições em que o som só entra se você estiver treinado sua sensibilidade, sua capacidade de degustação sonora.

A baixo alguns itens me vem a mente no momento

1. Manter o bom humor a todo custo (o bom-humor meu, e não o dos outros)
2. Acreditar piamente na imortalidade da alma (por uma questão de conforto)
3. Lembrar de comprar lençol
4. A pena e a espada dominam o mundo, a vaselina supera as duas.
5. Nesse mundo não basta ser inteligente, mas eu não sei o que basta
6. Barbecure é bom
7. O lixo serve para muitas coisas
8. Ai, ai, ai carrapato não tem pai
9. OHHHHHHHHH
10. Ligia Clark cria uma relação intima entre ela e os objetos que a cercam.
11. A arte é um verbo, como o amor
12. Artista é alguém que age sobre um motivo, seja ela a beleza ou o nojo, a morte ou uma lata de sopa de tomate estragada
13. O relacionamento amoroso não pode se pautar pelo amor romântico

ouvindo Billie Holiday

Eu insisto em vinganças sem propósito, e sem sucesso. Vinganças que não me levarão a nada, a apenas me sentir feliz comigo por estar fazendo mal a mim mesma. Sou um Dom Quixote que luta contra moinhos de vento. Estapeio, chuto, giro em torno de mim mesma, e me estabaco no chão desajeitada.
Mole e trôpega me levanto e arqueio minha lança, não me dou por vencida. Retomo a luta com outro fôlego. Fico feliz por estar chovendo. E agora, molhada, procuro por mais um inimigo invisível, criado pela minha pobre cabeça abastada e sôfrega. Giro os calcanhares e vou-me embora. Sem saber ao certo onde quero chegar, mas com aquela incrível necessidade de ir. Não importa pra onde, há um castelo a ser conquistado. Desprezo o que há em mim.

9.30.2007

Rafaelinha

Entediava-me com as amigas do colégio, e tinha pouca paciência para as da rua. O que me entretinha eram os livros, passava horas a fio com a cabeça enfiada neles. Assim que chegava do colégio sossegava a fome e corria para a biblioteca. A biblioteca que me refiro, era a que ficava dentro da oficina/casa do tio Levy, homem alto, barbudo, moreno, passava-se perfeitamente por um terrorista iraquiano, morava em um quartinho imundo, minúsculo, com prateleiras enferrujadas, e abarrotadas de livros de todo tipo, desde os espíritas aos clássicos da literatura. Lá eu tive acesso ao mundo mágico das letras que me transportava a qualquer lugar. Eu lia livros sobre garotas da minha idade, vikins, história geral, geografia, romances, contos, em fim, não tinha limite à variedade e minha paixão por eles. A biblioteca do tio Levy tinha cheiro de coisa velha, misturado com os cheiros peculiares da sua relojoaria, sim, meu tio era relojoeiro, essa clássica profissão quase tão respeitável quanto os chaveiros, até hoje quando entro em uma oficina que cheira a coisa velha meu coração fica apertadinho de saudade. Era com certeza muito mais agradável ler em sua relojoaria do que brincar com as gêmeas, as Dadá.

9.05.2007

Seu Peixe



Meu peixe, o Zuiudo, se suicidou quando eu tinha 10 anos. Ele se jogou de onde morava (um pote de vidro) direto na minha gaveta de roupas. Foi chocante pra mim, quando em um gesto corriqueiro abri a gaveta para pegar uma muda de roupa e me deparei com o cadáver do peixe.
Imaginei-o pegando impulso, pulando pela boca do pote e caindo inevitavelmente na minha gaveta, que para tristeza da minha mãe, sempre estava aberta. Fiquei imaginando por quanto tempo ele ficou se debatendo em cima das minhas roupas, tentando desesperadamente sobreviver.
Durante muito tempo tive a certeza de que a sua morte foi culpa minha. Analisei a situação e percebi a sua monótona vida: morava em um pote de vidro, demasiado pequeno para ele, sem outros peixes para conviver, sem outros objetos para interagir. Não é de se estranhar que ele cometesse suicídio. Eu matei meu peixe de tédio!
Achava que por não ter proporcionado a ele uma vida mais confortável e feliz ele resolveu se matar, o pobre peixe vivia abandonado em cima da cômoda, com a mesma paisagem distorcida para olhar, o pouco espaço sufocante. E eu o alimentava inocentemente sem perceber o quanto ele sofria. Como somos mesquinhos com o sofrimento dos outros.
Hoje depois de crescida percebo que a morte do Zuiudo não foi minha culpa, por não estar em um aquário devidamente estruturado o coitado ficou sem ar, e não teve outra solução a não ser se aventurar fora do pote, e explorar esse mundo misterioso do ‘lado de fora’, infelizmente não teve sorte. Pobre Zuiudo, que Deus o tenha em bom lugar, pelo menos melhor do que o que eu o deixei.
Amém

Notícia

Hoje tive a lamentável noticia: de acordo coma igreja católica, o limbo não existe mais. Depois de uma breve confusão mental, eu me perguntei: então pra onde eu vou? Já que com meu pouco entendimento sobre essa cultura católica me dizia que o limbo era destinado aos não batizados. Sendo assim eu decidi fazer como o Raul Seixas: “já que o céu está cheio, eu vou levar um lero com o diabo, antes que o inferno fique cheio também”. Ou antes que a igreja resolva acabar com mais alguma coisa.
Sei lá, esse novo papa parece com o Hannibal, não dá pra confiar em um papa que parece com um psicopata ficcional.

Cinderela compulsiva desequilibrada.



Na Terra Encantada do Reino do Orkut moravam várias princesas, que não obstante se enchiam de roupas, e jóias, e poses, e caras, para parecerem mais bonitas na foto. Mostravam os lugares mais legais que estiveram como dote!!! Posavam às vezes todas juntas às vezes separadas, mas sempre na melhor pose. Tudo em busca do príncipe encantado, mas é difícil se livrar dos sapos!!!
No Reino Encantado do Orkut as pessoas são felizes e sorridentes, tem muitos amigos, e muito carinho... No Reino Encantado do Orkut as pessoas são importantes umas pras outras, se gostam, dão demonstrações públicas de carinho, escrevem grandes declarações de amor... Mas só no Reino Encantado do Orkut.
Lá tudo é azul cor do céu!! Lá você pode ser quem quiser!! Lá não tem tristeza nem choro, só um pouco de saudade às vezes, saudade que cura com umas poucas palavras!!! No Reino Encantado do Orkut todo mundo é amigo de todo mundo, sem preconceito, sem diferença de classes. Lá as pessoas conversam e se dão bem... Lá todo mundo é feliz.
Mas só na Terra Encantada do Reino do Orkut.

5.13.2007

Pin up



Pensando na diferença do que é imposto a nós, e o que é vantajoso. Entrei em um dilema: onde a vaidade passa a ser ostentação?
Essa cultura que nos obriga a ser como as Pin ups dos anos 50. Posamos impecáveis, perfeitas, como se fossemos um presente para os homens, prontas para fazer qualquer um feliz. Mas até onde vai a imposição e até onde vai nossa vaidade? Acho que as feministas pecaram nesse ponto, esqueceram que faz parte da identidade humana o desejo de embelezar-se, de possuir-se e devorar-se.
Vivemos em uma sociedade midiática (termo técnico imbecil), diariamente recebemos uma grande onda de informação visual, nossos ícones mudam o tempo todo, sempre um rosto novo, um modismo novo, um amor novo, onde isso tudo vai parar? Como fica nossa orientação visual? Mas essa não é a discussão agora.
O que quero levantar aqui é a necessidade individual de auto-aceitação, temos um padrão em que nós seguimos, um padrão individual, onde nos esforçamos para nos encaixar nele, e com hipocrisia apontamos o padrão do outro como o errado...Tudo isso veio á tona com o simples fato d'eu ter pintado cabelo (é impressionante como nossa aparência influência no nosso jeito), cabelo louro, unhas vermelhas e sutien de enchimento... Artificial? Ou apenas mostrando a mulher fútil que há em mim?
Será que eu também não quero ser uma Pin up? Essas mulheres de bochecha rosada e pés em curva.

[As Pin ups, garotas que enfeitavam as capas de revistas no começo do século passado, o equivalente as nossas modelos... Nós industrializamos tudo porque não as mulheres?]